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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
23
Ago17

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE - Poetas

Maria João Brito de Sousa

heaven.jpg

 

QUERIA SER POEMA

 

Queria ser poema, não poeta

Poema que espalhasse afecto e amor

Por todos os recantos do planeta

Onde se dita a guerra, se faz dor

 

Poema que escorresse da caneta

De qualquer presidente ou ditador

Que ao assinar metesse na gaveta

Tal decreto com fim exterminador

 

Queria ser poema no luar

Para poder à noite iluminar

Quem nada tendo dorme na calçada

 

Poema só com versos de amizade

De alegria, prazer felicidade

Lidos em cada triste madrugada

 

 

MEA

14/08/2017



UNOS, AINDA QUE SÓS



“Queria ser poema, não poeta”,

E tantas, tantas vezes o sonhei

Que acabou por ser essa a minha meta

Quando, ao último verso, enfim cheguei.



“Poema que escorresse da caneta”

Como sangue da carne em que o gerei,

Que me deixasse grávida e repleta

Do tanto que perdi quando me dei.



“Queria ser poema no luar”,

Ou verso apenas, sob a luz solar,

Mas sempre sob um sol de todos nós.



“Poema só com versos de amizade”

Que nunca nos negasse a liberdade

De sermos unos, mesmo estando sós.





Maria João Brito de Sousa – 23.08.2017 – 10.21h

 

(Imagem retirada do Google)

 

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