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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
21
Abr10

ATÉ AO FIM DO MUNDO

Maria João Brito de Sousa

 

 

Até ao fim do mundo e de mim mesma,

Nas diversas camadas do "sentir",

Multipliquei-me inteira no porvir

Das páginas de um livro, resma a resma



E, até ao fim de cada pedacinho

De um corpo que é de verbo entretecido,

Sê-lo-ei pelo tempo consentido

A quem coma do pão, beba do vinho…



Até ao fim do mundo hei-de ser eu

Quem foi verbo nas ondas, nas areias,

Na lava dos vulcões, no seu clamor,



Ou quem absurdamente pretendeu

Fazer desabrochar milhões de ideias

De um momento de raiva... ou puro amor…





Maria João Brito de Sousa - 21.04.2010 - 13.54h

 

 

 

 

 

11
Mar10

TALVEZ

Maria João Brito de Sousa

 

Talvez nas ilusões  deste hemisfério

A lua seja toda em Camembert,

Eu seja um mineral quando quiser

E o meu Ego o centro deste império…

 

Talvez seja exequível não sonhar

Com esta humana essência em desatino

E talvez, no futuro, o meu destino

Seja aquele que uma fada me apontar…

 

Talvez seja “talvez” todos os dias

E nem por um momento haja certezas,

Razões pr`a caminhar ou convicções…

 

Talvez das ilusórias ironias

Surja um castelo cheio de princesas

Guardadas por maléficos dragões…

 

10
Mar10

OS MERCADORES NA FEIRA

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

São dias de ir ao banho e pôr os laços

Os tais dias de feiras e mercados,

Em que homens e mulheres, engalanados,

Irão vender o fruto dos seus braços…

 

Já se trocam batatas por nabiças

E há beijos mordidos pelos cantos…

[no meio da balbúrdia caem mantos

às cachopas que vendem hortaliças…]

 

São os dias de Feira nas aldeias.

O mulherio esforçado só se anima

Quando o coreto arrosta em sinfonias

 

Com os pregões acesos nessas veias.

À tardinha o poeta acende a rima

E afogam-se, no vinho, as “valentias”…

 

09
Mar10

CADA VERDADE

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora que os milénios se passaram

Sobre as glórias do império de uma infância

Recordo, debruçada na distância,

O muito que esses tempos me ensinaram.

 

O tanto que então lia e pesquisava,

As construções das cores e dos grafismos

E a dissecação dos silogismos

Em que uma maioria acreditava…

 

As coisas que aprendi, as que sonhei,

As que nunca pensei `inda aprender

E os sonhos construídos na vontade…

 

Hoje procuro ainda o que não sei

Nos mais fundos recantos do meu ser

Onde alcanço encontrar cada verdade.

 

 

 

 

 

20
Ago09

ECLIPSE

Maria João Brito de Sousa

 

 

E se amanhã, por acaso, o sol nascer

E a lua, despeitada, o encobrir?

Será que lua e sol irão exprimir

Essa sua atracção, esse seu qu`rer?

 

E se a lua, afinal, tentar esconder

A luz que só o sol sabe emitir?

Se o sol ficar zangado ou se sentir

Ameaçado o seu real poder?

 

Eles amam-se ou detestam-se, afinal?

Talvez nenhum del`s saiba ou nunca diga

Que estranha interacção os prende ao céu…

 

Fantasiar foi sempre natural

E eu penso que nem um, nem outro liga,

Que perguntar assim nunca ofendeu.

 

 Imagem retirada da internet

13
Ago09

AMORES E DESAMORES

Maria João Brito de Sousa

 

A tua face hermética e segura,

O teu vulto elegante e decidido…

Desculpa ter brincado e ter-me rido,

Ter-te feito passar por tal figura!

 

Um dia, no passado, - que loucura!

Quando te via ao longe e, distraído,

Passavas e ficavas entretido

A olhar-me sem ponta de ternura…

 

Ai, esse tempo de menina e moça!

Era olhar-te e pasmar, sonhar contigo

Num somatório absurdo de promessas,

 

Mas hoje é só de mim que faço troça

E tu, se acaso foste meu amigo,

Podes troçar também, antes que esqueças.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 13.08.2009

 

 

Imagem retirada da internet

05
Ago09

MEMÓRIA DESCRITIVA

Maria João Brito de Sousa

 

 

Era azul, como o mar… ou mais ainda!

Suave e tão lento quanto a lentidão,

Desenhava-se, ao fundo, um vulto vão

E paisagem de fundo era tão linda…

 

 

 

A outra veio vê-lo. Era bem-vinda.

Destacava-se, enfim, da multidão

Como se fosse a própria solidão.

Aquela que, ao chegar, nunca se finda…

 

 

 

Era melhor assim! Tanto melhor

Se desfrutava, assim, da própria cor,

Se sabia ser lá que pertencia…

 

 

 

E, sobretudo, não sentia dor

Nem jamais encontrara tanto amor

Como encontrou na luz que então se via.

 

 

 

Imagem retirada da internet

31
Jul09

OS FICCIONISTAS

Maria João Brito de Sousa

 

E eram estas mãos que mo pediam!

As mesmas mãos que um dia tanto deram,

As mesmissímas mãos que me perderam

E agora, envelhecidas, me doíam...

 

As mesmas mãos que à terra me prendiam

E que agarrada à vida me tiveram,

As mesmas mãos que me sobreviveram

E que agora, de mim, se despediam.

 

Mas são ainda mãos! Humanas mãos,

Benditas pela entrega tão total

Dessoutros mesmos dons que Deus lhes deu.

 

São elas que vos tocam, meus irmãos...

as mesmas que, não querendo fazer mal,

Vos falam do que nunca aconteceu.

 

 

Imagem retirada da internet

06
Jul09

ESSÊNCIA II

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

Nunca encontrei ninguém que plagiasse

As rimas que os meus dedos vão tecendo…

Citá-los? Tudo bem! Eu compreendo,

É bem melhor do que se os publicasse!

 

Tudo extasio e tenho a liberdade

De amar a vida e de expressá-la assim!

De aumentar, dia a dia, o que há em mim,

Enquanto partilhar esta verdade.

 

Por mais forte que fosse a tentação,

Por muito que of`recessem, não vendi

Este eixo do sentir, a minha essência.

 

Estou em paz c`o meu próprio coração

Pois disse o que sentia e não menti...

Pr`além desta assumida incongruência.

 

 

08
Jun09

QUALQUER OUTRA MARIA...

Maria João Brito de Sousa

Qualquer outra Maria vos diria

Que preferia a morte a esta vida,

Que está farta de tudo e que, perdida,

Outra coisa, qualquer, lhe serviria…

 

Qualquer outra Maria pensaria

Que, às vezes, é melhor ficar escondida…

Talvez abreviasse uma partida

Que, decerto, melhor lhe conviria.

 

Qualquer outra Maria, que não esta,

Porque esta sabe bem que já não presta

E vai continuar, embora alheia.

 

Qualquer outra Maria, na verdade,

Sentiria mais medo – ou mais saudade?

Dos castelos ruindo como areia

 

 

Querem um "arrepiozito", querem? Vão ao http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/ mas não assustem o gato!    ;)

 

 

 

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