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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
14
Dez10

PING-PONG

Maria João Brito de Sousa

 

 

Quem, querendo dar-me vida, a perde assim

Decerto desconhece o que sobrou

Desta anímica força que há em mim,

Ou desconhece mesmo quem eu sou…


Desconhece este jogo até ao fim

E o treino de o jogar que me ficou

Depois de ter vencido, ao dizer; - Sim!

A partida a que a morte me forçou…


Mas, sendo assim tão frágil, todos pensam

Que o que eu vos relatar será mentira,

Exagero, talvez… mera invenção!


Neste Ping-pong, à espera que me vençam,

Troféu que já ganhei, ninguém me tira!

[bolinha que cair… fica no chão!]

 

 


Maria João Brito de Sousa

 

 

Imagem retirada da internet

19
Out10

PORQUE VIVER É TRANSFORMAR...

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

Deixo-te, mundo meu, a minha vida

Igual a muitas outras – tantas mais...-

Neste leque de sonhos virtuais

Em jeito de quem esteja de partida.

 

 

Deixo-te, mundo meu, na despedida,

O meu baú de ossadas de ancestrais,

E um hino, por amor dos animais,

Antes que seja tarde e que eu, rendida,

 

 

Não possa mais dizer-te que existi,

Que, por motivos que hoje desconheço,

Morri qu`rendo deixar-te o que deixei,

 

Por isso, mundo meu, te deixo aqui

O que me fez pagar tão caro, em preço,

Quanto ao ser-me legado eu transformei.

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 16.10.2010 – 16.20h

 

24
Set10

O POEMA QUE O CORPO ME RECUSAVA

Maria João Brito de Sousa

 

Se um poema dependesse só de mim

E não desses milhares de variáveis

Que se não sabe quando têm fim

E que jamais se tornam dispensáveis,

 

Ou se escrevê-lo fosse sempre assim,

Tão certo quanto os meus inevitáveis...

Mas não! Erva que cresça num jardim

Expr`imenta mil destinos improváveis...

 

Agora, neste alívio de proscrita

Que aqui vai renegando o seu castigo,

A tactear, como se se espantasse,

 

Deixo, enfim, um poema que acredita

E que agora mostrou ser meu amigo

Por muito que o meu corpo o recusasse...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

06
Mai10

HUMANO

Maria João Brito de Sousa

 

Humano, desse barro primitivo

Com o qual fui moldado de nascença,

Quantas vezes pergunto se estou vivo,

Se é realmente minha esta presença

 

Humano ser, passível de fraquezas,

Enfrentando os limites de quem sou,

Penso, por vezes, vir das profundezas

De um mundo qu`inda agora começou

 

Inquieto ser de gelo à beira-fogo,

Correndo como os rios que atravessei,

Subindo aos altos cumes do meu ser…

 

Se neste mar me afundo, se me afogo,

Foi nele que, em sobressalto, me encontrei

Quando era ainda tempo de escolher…

 

 

 

 Maria João Brito de Sousa

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

20
Abr10

A JUSTIFICAÇÃO DA SAUDADE

Maria João Brito de Sousa

 

Vem-me da Lusa Mãe, este mistério

Que, ao inundar-me a alma como um mar,

Me deixa nesta condição lunar,

Apanágio dos vates deste império...

 

Herdei do fácil verbo o ministério

Das mil coisas que estão por inventar

E esta introspecção, este sonhar,

Que um dia há-de levar-me ao cemitério...

 

Esta alma lusitana que me invade,

Preenche as mil lacunas do meu ser

E faz justificar esta ilusão;

 

Se fomos criadores da tal "Saudade",

Sejamos também donos do poder

De transformar em "Causa" uma paixão.

 

 

 

 

Na foto - Minerva.

19
Abr10

IN EQUAÇÃO

Maria João Brito de Sousa

 

Sou a soma de todos os momentos

Que passaram por mim sem me matar

Com toda esta vontade de lutar

E de me procurar nos elementos.

 

Recuso a submissão aos tais lamentos

Que são, na Poesia, o mais vulgar

E divido, depois, o que sobrar

Segundo as convicções e argumentos.

 

Triângulo imperfeito, insubmissão

Na explosão da palavra aleatória

Em átomos que fogem ao comum,

 

Serei sempre a aberrante inequação

Desta forma de estar, contraditória,

Onde o poema e eu somos só um.

 

 

 

 

 

08
Out09

O EGO DESTRONADO

Maria João Brito de Sousa

 

 

521_5345_771.jpg

 

Não fora esta tensão, esta impaciência,

Este ego destronado a flutuar

Sobre as águas salgadas de algum  mar,

Não fora a tentação duma insurgência…

 

Não fora esta estranhíssima apetência

De nunca mais parar, de nem mostrar

Esta saudade em mim, quase a chorar,

Nas fronteiras da humana permanência,

 

Não fora este ego louco, imprevisível,

Que me transporta a alma até ao fim

Nos caminhos da terra, ou mais além…

 

Ah! Pudera eu ser menos (im)possível!

Pudera a chama viva, acesa em mim,

Ao apargar-se enfim, ser Eu também!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 08.10.2009 - 14.58h

 

 

 Imagem retirada da internet

 

 

 

06
Out09

LAÇOS

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

Estes laços de sangue, ainda vivos,

Que, ao romper-se, causaram tanta dor,

São restos virtuais de um terno amor

Que desconhece causas e motivos,

 

São laços já desfeitos entre os vivos,

Quebrados, de repente, e já sem cor,

Despidos, destruídos, sem vigor,

Curvados, quando foram sempre altivos.

 

Não mais hei-de senti-los como dantes,

Não mais me falarão das horas breves

Das vidas que vivemos neste mundo

 

E os gritos que calei são  lancinantes,

Mas foram-se mudando em coisas leves

Que dormem no meu eu mais que profundo…

 

 

Maria João Brito de Sousa 07.12.2016  14.58h

 

 

Olá amigo(a)s,
 
reportagem que a RTP foi fazer a Cuba, sobre os tratamentos da pequena Ana Carolina Lucas foi NOVAMENTE ADIADA para terça-feira, dia 13 de Outubro. Deste vez o motivo é, na próxima terça-feira passarem um especial 'Amália' para comemorar uma década sobre o seu 'desaparecimento'. Espero que seja o último adiamento e peço desculpas por me estar a repetir...
Passará na RTP1, no programa '30 Minutos', logo a seguir ao Telejornal da noite.

 

 

 

A NÃO PERDER   http://trapezio.blogs.sapo.pt/97506.html

02
Out09

O PRAZER DA LEITURA

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

 

Eu lia! Eu lia muito, a tempo inteiro,

Da noite ao dealbar de cada dia!

Um bom livro era tudo quanto eu queria

Pr`a transportar-me ao espaço derradeiro...

 

Um livro era o prazer que vem primeiro,

O que me encheu de paz e de harmonia,

Pois fazendo-me amar quanto aprendia,

Era um mestre leal e verdadeiro.

 

Pobre de quem não saibe onde a leitura

O pode transportar, pois já perdeu

Um bem que não conhece, mas que existe.

 

Nós, os que tanto lemos - que loucura! -,

Criamos asas como Prometeu;

Quem teve asas pr`a ler, nunca foi triste!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 02.10.2009 - 15.05h

 

 

Poetado para http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt

 

 

 

SUGESTÕES DO DIA: http://trupe.blogs.sapo.pt/3074.html

 

 

                                  - http://80anosdezeca.blogspot.com/

 

 

 

 

 

 

01
Out09

NEGANDO O CONCEITO DE DESISTÊNCIA

Maria João Brito de Sousa

 

 

Ante uma imposição de outra vontade,

Nem sempre é preferível desistir,

Recolher-se, aceitar deixar ruir

Castelos de utopia e de verdade,

 

Mas aceitar, com calma e dignidade,

Grilhetas temporárias, sem fugir

E repousar , em vez de destruir, 

De vez, o quanto em nós quer liberdade...

 

Seria bem mais cómoda a derrota

Que negasse o trabalho de criar

Eternamente mal compreendido

 

Mas melhor pode ser "fazer batota";

Não mais bater os braços, abrandar,

Pr`a voltar com mais força... faz sentido!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 01.10.2009 - 10.41h

 

Imagem retirada da internet

 

 

 

 

SUGESTÃO DO DIA: http://trupe.blogs.sapo.pt/3074.html

 

 

Outra sugestão - http://80anosdezeca.blogspot.com/

 

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