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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
27
Dez08

TRÊS SONETOS DO DIA

Maria João Brito de Sousa

 

A CEIA DO POETA III

 

Se sou a mais pequena entre os pequenos

(ainda mais pequena que o comum...),

Se vivo neste absurdo desjejum

Das palavras que escrevo em mil cadernos,

 

Ao vislumbrar-me, assim, entre os eternos,

Senti-me, por segundos, ser mais um

E, louca de alegria, bebi rum

Por copos que inventei noutros invernos

 

E fiquei-vos tão grata - embora louca...-

Que já nem sei expressar essa medida,

Que já nem sei dizer como fiquei,

 

Pois desfeita em palavras, fiquei rouca...

Embriago-me, invento outra bebida,

E tento dar-vos mais que o que já dei!

 

Maria João Brito de Sousa - Dezembro, 2010

 

 

SONHAI!

 

Crescei, multiplicai-vos e sonhai!

Roubai maçãs da árvore da vida,

Chorai os que são vossos, na partida,

Sede vós mesmos, mas acreditai!

 

Se tendes sede ou fome, protestai!

Se vos faltar amor, perdão, guarida,

Procurai novo peso, outra medida,

Encontrai novos rumos, viajai!

 

Ide ao fundo do mar de cada mar,

Subi, subi além de cada estrela,

Descobri tudo, tudo o que puderdes!

 

A vós ninguém vos pode condenar

Porquanto o vosso sonho é que nivela

A dimensão de tudo o que fizerdes!

 

Maria João Brito de Sousa  - Dezembro, 2010

 

 

BOAS FESTAS!

 

Desejo-vos pão, livros e saúde

Para o ano que está quase a chegar!

E alegria e esp`rança a despontar

No momento em que algum se desilude.

 

Desejo-vos amor e lucidez

E sonhos, muitos sonhos criativos!

Que possais criar sempre, enquanto vivos,

Aquilo que pensais ser só talvez

 

 

E que possais guardar, dentro de vós,

A criança que existe em toda a gente

Que será sempre a vossa companhia.

 

Que possais sempre ouvi-la e dar-lhe voz,

Que saibais aceitar o seu presente,

Que tenhais sempre um pouco de alegria!

 

Maria João Brito de Sousa - Dezembro, 2010

 

 

 

17
Out08

SER AS COISAS III, IV e V

Maria João Brito de Sousa

Invento mil canções de encantos-de-alma

Ao marulhar do vento, à noite escura,

À água do ribeiro que murmura

Segredos-de-encantar à tarde calma.

 

Invento... ou são os olhos, os ouvidos,

Que se encantam de ver, de tanto ouvir?

Inventar, afinal, é só sentir,

É poder libertar esses sentidos.

 

Inventar é sentir, em cada coisa

O por-dentro e por-fora que ela tem,

É partilhar texturas, sensações,

 

É prestar atenção a quanto se oiça,

É sermos essa coisa, nós também

E dar-lhe voz em versos e canções...

 

IV

 

Eu não quero ter nada! Eu quero é SER

Como as coisas que sendo, tudo têm,

As coisas que si mesmas se sustêm

Alheias ao desejo de qu`rer ter

 

E SENDO são mais ricas, mais felizes

E têm o poder de tudo dar,

Connosco partilhando sol, luar,

A sua própria essência em mil matizes...

 

Eu sou irmã das coisas mais pequenas.

Partilho-me nas horas mais serenas,

Partilho-me, também, na tempestade...

 

Eu sou  em cada coisa o que ela é.

Não sei se, sendo assim, serei até

A própria encarnação da liberdade...

 

V

 

Talvez por ser assim, tão de ninguém,

Eu sinta em mim as coisas, como sinto...

Talvez chame "sentir" a esse instinto

Que me faz "ser" as coisas, eu também...

 

Talvez pressinta a vida noutras vidas

Ou talvez seja apenas ilusão

Mas, na verdade, as coisas que aqui estão,

Só me parecem velhas conhecidas...

 

Eu cumprimento as pedras da calçada,

Falo às ervas que crescem no passeio,

Digo:- Bom dia! ao sol, -Adeus! à lua,

 

Sorrio quando vejo, ao longe, a estrada...

As coisas "são" em mim o meu recheio

Neste extravasamento de alma nua!

 

 

Imagem retirada da internet

 

 

 

 

04
Out08

O ESTRANHO CASO DA MULHER QUE SEMEAVA COMETAS I,II E III

Maria João Brito de Sousa

O caso da Mulher-Que-Traz-Cometas

(porque assumiu a sua condição

e vive nesta humana dimensão

sonhando o Paraíso dos Poetas)

 

É um caso verídico, actual

E nada, mesmo nada, a mudará.

Será cometa enquanto andar por cá

(embora o mundo seja virtual...)

 

A Semeia-Cometas sempre o foi...

Por mais que o mundo toque onde lhe dói,

Tem o seu testemunho pr`a passar.

 

A mulher traz cometas nos seus braços

E alheia a confusões e a cansaços

Continua entre nós a semear...

 

(continuação)

 

Continuação do caso verdadeiro

Da Mulher-Dos-Cometas-Virtuais:

- A história já vendeu tantos jornais

Que acabou por correr o mundo inteiro!

 

Tanta tinta correu por causa dela

E tantas edições foram esgotadas,

Que até duas velhinhas entrevadas

Vieram a correr para a janela!

 

Procura-se a Mulher-Que-Traz-Cometas!

Consta que, em tempos, teve tranças pretas

E veste sem requinte e sem cuidado.

 

Procura-se por excesso de verdade.

Procura-se por falta de vaidade.

Procura-se por estar no mundo errado!

 

(epílogo)

 

A Mulher foi julgada em tribunal.

Acusada de "porte de cometa",

A ré dá pelo nome de Poeta

E mantém a postura marginal.

 

Não nega nem confessa o que já fez,

Sorri quando a confrontam c`os lesados

E trouxe mil cometas pendurados,

Tentando semear, mais uma vez!

 

O Caso dos Cometas decorreu

Na arena deste nosso Coliseu,

Numa sessão de porta bem fechada.

 

Dois milénios de pena, em domicílio.

Não pensa em recorrer, recusa auxílio,

Não está arrependida e não diz nada.

 

Ao Fisga com o desejo de rápidas melhoras.

 

Ao Carlos Magalhães porque me faz lembrar

Hércule Poirot.

 

Ao Sapo que, há mais de um mês, se debate com a terrível pandemia da "caixa de correio fulminante".

 

(imagem retirada da internet)

 

27
Set08

QUE ESTRANHA LOUCURA A MINHA V, VI E VII

Maria João Brito de Sousa

À PORTA DO ESPELHO

 

Precisamente um sonho! Um sonho só

E um dom ou uma dádiva - sinónimos...

Dispersa-me em milhões (serão het`rónimos?)

E abraça-se a mim fechando o nó.

 

Precisamente e só um sonho louco,

Que me enlaça, me prende e me seduz,

Aceso em mim... e tudo se reduz

Ao muito que sei ter, tendo tão pouco...

 

Nesta abundância vivo e comunico

E tenho muito mais do que o mais rico

Porque vivo do amor que tudo tem...

 

Aqui, nesta loucura abençoada,

Percorro, neste mundo, a minha estrada

Por dentro de mim mesma e sem ninguém...

 

A EXULTAÇÃO DO ESPELHO

 

Eu ergo-me do chão, meu velho amor!

Da força deste meu eterno abraço

À doce solidão na qual me enlaço

E reinvento a vida em nova cor...

 

Sou árvore caída que se ergueu,

Que germinou da pedra e estendeu ramos

E vou continuar (todos nós vamos...)

Por onde me levar um sonho: - O meu!

 

Sou palimpsesto deste humano fruto,

Sou êxtase da vida e sou produto

De quantos ideais o mundo oculta.

 

Sou eco da palavra e sou reflexo

Do espelho que devolve o meu amplexo:

- Selvagem, louca, louca... (o espelho exulta!)

 

A ACEITAÇÃO DA LUA

 

A aceitação da lua é paradigma,

É este anoitecer na vertical

Cumprindo o seu sereno ritual

Na estranha condição de ser enigma.

 

A aceitação da lua em seu abraço

É bênção, oração, serenidade,

É este alheamento da vontade

Na absurda languidez em que me traço.

 

Eu, loucamente lua, mas serena,

Solene comunhão da minha pena

Com essa luz de leite, branca e pura.

 

Eu sei que a lua-mãe comanda a vida,

A hora da chegada, a da partida,

A própria aceitação desta loucura...

 

 

Imagem - "Fio de Prumo", Aguarela e Pena

                 Maria João Brito de Sousa, 2002

 

26
Set08

QUE ESTRANHA LOUCURA A MINHA II, III E IV

Maria João Brito de Sousa

VIRTUALMENTE ALICE...

 

Há dúvidas, arrobas, asteriscos,

Mil coisas irreais que desafiam,

Que nem anjos sequer pressentiriam,

Mas que já me fizeram correr riscos...

 

Há coisas de estranheza desmedida

Como a "diagonal das verticais"

E outras que parecem ser reais

Mas que não são sequer formas de vida.

 

Há coisas que parecem ser ideias

Com / fusas, semi-fusas e colcheias

A saltitar na pauta semi-breve...

 

Alice no País-dos-Pesadelos

Que trinca, alegremente, os cogumelos

E vai fazendo tudo o que não deve...

 

O PLANETA DO FAZ-DE-CONTA

 

Faz de conta que é tudo, exactamente,

Igual ao que já foi quando era "dantes".

Faz de conta... e moinhos são gigantes!

Basta-me um "faz-de-conta", urgentemente.

 

Faz de conta que vejo o que não vejo

E que tudo o que vi, nunca foi visto!

Se neste Blogomar a vida é isto,

Faz de conta que brinco e que gracejo.

 

Faz de conta que sinto sem sentir...

(mas eu não minto e nunca sei fingir, 

por isso faz de conta que não sinto...)

 

Faz de conta que sei sem o saber

E tudo o que farei será escolher

Entre a razão mais pura e o instinto...

 

PERSISTÊNCIAS

 

Mais triste do que as coisas muito tristes,

Distante, lá no cume das ausências,

Dispersa e dividida entre emergências,

Pensando pr`a comigo: -Tu desistes!

 

E surge este não-sei-dizer-o-quê

(combustível de alento derradeiro,

ideal e contudo verdadeiro...)

Que supera esta dor que ninguém vê

 

E me transporta à vida, às alegrias!

Estranha força motriz destes meus dias

Que não desiste nunca e nunca pára!

 

É porque Deus o quer, tenho a certeza,

Que esta minha selvagem natureza

Persiste e em tudo nasce e se declara!

 

A Lewis Carrol

 

Imagem retirada da internet

 

22
Set08

12º, 13º e 14º SONETOS DA COROA - REMATE

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

 

O TEMPO NUMA FOLHA DE PAPEL

 

No barro desta humana imperfeição

Mas aspirando a Anjo. Quem diria

Que tão estranha e tão vã filosofia

Haveria de ser aspiração?

 

Mas sendo controversa, ou mesmo vã,

Garanto que não mudo o meu caminho!

Sabe-me a boca ao mel, ao rosmaninho

Das horas que cantar nesse amanhã

 

E se, a cada minuto, eu acrescento

Uns "pós" do meu teimoso entendimento

A quanto me pareça ser cruel,

 

O Futuro vislumbra-me e sorri...

Sorrio-lhe, eu também, porque prendi

O Tempo numa folha de papel...

 

Maria João Brito de Sousa - 22.09.2008

 

O "PECADO" DA FOLHA DE PAPEL

 

O Tempo numa folha de papel,

De súbito pequeno e vulnerável,

Desvendando um futuro indecifrável

A traços de caneta ou de pincel...

 

Estranhíssima Alquimia a que revela

Essa improvável forma de viver

De um Tempo aprisionado, sem poder

Gastar-se, nem na chama de uma vela...

 

Contudo, o tempo exprime-se e confessa,

Revela, aos nossos olhos, a promessa

Da mensagem que em si cristalizou

 

Nos versos em que o trago aprisionado

Ao culminar do único pecado

Que a folha de papel já perpetrou...

 

Maria João Brito de Sousa - 22.09.2008

 

 

EPÍLOGO

 

Que a folha de papel já pepetrou

Na sua branca e louca ingenuidade;

Esta inocência prenha da verdade

Que a minha negra pena em si gerou...

 

E eis-me enfim liberta, concluída!

Desta longa tarefa, o que me resta?

Ir rejeitando tudo o que não presta?

Fazer-me, agora, à Terra Prometida?

 

O Tempo há-de voltar (embora preso...)

P`ra lançar o meu corpo ao fogo aceso,

P`ra rematar-me, enfim, quando serena...

 

Morreria feliz e sem castigo

Tão só por cá crescesse o que bendigo,

Tão só por cá ficasse a minha pena...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 22.09.2008 - 13.17h

 

Imagem - "Auto-Retrato"

                 Maria João Brito de Sousa, 2006

 

Nota- Tudo isto é só para não ficar atrás do Bin Laden, que também parece ser um "Grande Poeta".

Desculpa, Alfredo, mas este ano esqueci-me mesmo do teu aniversário.

APOSTILA- Acabo de constatar que este trabalho feito "à pressão", acabou por ficar péssimo, pois confundi o 2º soneto com o 1º. Logo à noite tentarei emendá-lo, embora a minha tentativa de reedição tenha saído gorada, porque o texto me aparece desconfigurado. A última estrofe terá de ser reformulada para que isto se possa considerar uma coroa de sonetos. Não quero coroas de glória, mas neste momento, também dispenso uma de espinhos. Se o pessoal do Sapo puder ter a bondade de configurar o texto na reedição de posts, eu terminarei a coroa ainda hoje, lá por volta das 23 horas, quando acabar de tratar de toda a minha família de pêlo e penas.

 

Nota II - Sonetos libeiramente reformulados a 05.04.2016 (Garanto que adoraria poder recordar-me das circunstâncias que deram origem à nota anterior, bem como à dita "apostila"... e já lá vão quase oito anos...)

22
Set08

9º, 10º e 11º SONETOS DA COROA

Maria João Brito de Sousa

NÃO SEI SE EXISTO MESMO OU SE ME INVENTO...

 

No sorriso do mar, ao qual assisto,

Há cometas que passam, há sereias,

Há sonhos transmutados em ideias,

Há loucas ilusões que enfim conquisto!

 

Há conchas delicadas e castelos,

(memórias do que ainda está por vir...)

Há coisas que me fazem reflectir

Sobre o que fiz (ou não...) p`ra merecê-los.

 

No muito que me diz esse sorriso

Encontro sempre aquilo que preciso

E disso os meus poemas vão crescendo.

 

Eu e o mar! Um só e afinal

Todo este meu tesouro é irreal...

Eu nunca sei se sou ou se me invento!

 

 

AS HORAS QUE ME ABRAÇAM

 

Eu nunca sei se sou ou se me invento

Nos poemas que escrevo e que semeio...

Talvez eu seja o fruto de um anseio

A germinar em forma de talento...

 

Ou talvez seja só habilidade

Este meu enlaçar-me nas palavras...

Talvez as minhas mãos sejam só escravas

De uma outra bem maior realidade...

 

Talvez seja a vontade colectiva

Urgindo em mim, tornando-me cativa

Das letras que aqui traço e que me traçam...

 

Só sei que mora em mim, inevitável,

Uma necessidade incontrolável

De vos falar das horas que me abraçam.

 

 

NO BARRO DESTA HUMANA IMPERFEIÇÃO

 

De vos falar das horas que me abraçam,

De vos cantar a terra em que nasci

De vos mostrar o mar que traz em si

Magias que a si mesmas se entrelaçam

 

No brilho de um céu mais prometedor.

E se nisso me sei, isso é quem sou:

Abraços de um cometa que passou

E que por cá deixou rastos de amor.

 

É nesta identidade controversa,

Que aqui vos deixo, em jeito de conversa,

Que está a minha essência e explicação.

 

Se existo de verdade, eu sou assim;

Sou expressão deste Deus que habita em mim

No barro desta humana imperfeição.

 

 

Imagem - "Puberdade"

                 Pastel de Óleo

                 Maria João Brito de Sousa, 1999

11
Fev08

UMA ESPÉCIE DE PERFIL

Maria João Brito de Sousa

17110501_75TH1.jpeg

 

 

Amigo, eu sou apenas poetisa,

Noutras vezes pintora (um dote inato...),

Pois vem-me cá de dentro o que retrato,

Sou força que a si própria se improvisa

 

E pobre como poucas, mas a brisa

Sopra-me estas palavras que relato;

Posso não ter comida no meu prato

Mas sobra-me este vento que me avisa,

 

Este sopro ideal que engendra o verso

E vai somando à música da vida

O que me mata a fome, além do pão,

 

Pois faz brotar, de mim, o meu inverso;

Ergo, do nada, a obra prometida

Na qual sacio engenho e criação...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa  - 11.02.08 - 10.00h

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