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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
03
Ago17

RUGA A RUGA

Maria João Brito de Sousa

 

velhice.jpg

 

 Eu reivindico as rugas! Ruga a ruga,

Fui conquistando ao tempo a Poesia,

Esta que agora gravo, inda que, em fuga,

Mais pareça criar desarmonia,



Porquanto, cruamente, a dor me aluga

Os sentidos em flor com que escrevia

E nem a melodia em mim madruga

Como há bem pouco tempo acontecia...



Foi, no entanto, delas que me veio

Cada verso daquel`s por que hoje anseio

E que não trocarei por coisa alguma;



Venham mais rugas porque as não receio!

De falsidades anda o mundo cheio

E, às minhas, conquistei-as uma a uma!





Maria João Brito de Sousa – 03.08.2017 - 11.35h

Dedicado à MEA e escrito após a leitura do seu lindíssimo soneto

“Não Deixem que me Vista de Saudade”.

 

Imagem retirada da Fábrica de Histórias

 

30
Jun14

SONETO EM ABSOLUTO SOLILÓQUIO

Maria João Brito de Sousa

 

(Em decassílabo heróico)

 

 

Não sei o que fazer… se ao verbo informe,

Tomada de paixão, tente moldar,

Se negue a sensação sem a esboçar

E a devolva intacta ao que em mim dorme.

 

A compulsão, porém, tornou-se enorme!

Mais forte do que eu sou, quer-se afirmar

E sinto que não mais se irá vergar

Nem há compensação que, hoje, a conforme

 

Ou que possa anular-lhe esta vontade

De ir esculpindo uma voz que agora invade

O espaço das mil causas emergentes.

 

Se o tempo que passou gerou saudade,

Depressa entenderá que esta verdade

Lhe exige gestações bem mais urgentes.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 23.06.2014 – 18.18h

 

 

Imagem - Pintura de Álvaro Cunhal retirada da página do Partido Comunista Português

30
Set09

CONTA-ME..

Maria João Brito de Sousa

Conta-me lá dessas segundas-feiras

Que te chamavam pelas madrugadas,

Dessas manhãs das horas empolgadas

A correr pela sala, entre carteiras.

 

Fala das coisas mais aventureiras,

Diz-me das aventuras mais magoadas.

Conta-me lá das provas copiadas

Pelas colegas que eram mais matreiras…

 

Conta-me do comboio à beira-mar,

Das corridas, dos livros, das sebentas,

Dos jogos do recreio, das conversas…

 

Conta-me do que já nem sei lembrar

Porque as horas ficaram muito lentas

E - custa-me dizê-lo… - mais adversas…

 

 

 

Imagem retirada da internet

 

REPORTAGEM ADIADA - A reportagem sobre a ida a Cuba da pequena Ana Carolina, foi adiada para o próximo dia 6, a seguir ao tele jornal da RTP. Vejam-na no programa 30 Minutos.

26
Out08

DOS ETERNOS ATRASOS

Maria João Brito de Sousa

Exímia a vasculhar entre as memórias,

Descubro mil tesouros manuscritos!

E são tesouros mesmo! E são benditos!

São os antigos traços de mil histórias.

 

E é sempre o acaso (ai, o Acaso...)

Que vem trazer-me às mãos o que eu encontro.

Tudo isto que vos digo, o que aqui conto,

É a razão do meu eterno atraso...

 

As coisas deste tempo vão esperando...

Eu sei que encontro mais, mas não sei quando,

Desta matéria-prima muito minha.

 

Atraso-me ao sabor destes meus dias

No acaso de antigas companhias.

Atraso-me por nunca estar sozinha.

 

 

 

Imagem retirada da internet e multiplicada por mim

com a sempre bem-vinda ajuda do Acaso.

 

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