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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
26
Jul11

SOU DO MAR!

Maria João Brito de Sousa

 

 

Sou do mar na estranhíssima alquimia

Que me transforma em fogo e pedra e gente…

Mas muito mais do mar que, à revelia,

Se me sucede a cada sol nascente;

 

Da mesmíssima força em que ele nascia

Renasce, dia a dia, o meu presente,

E sinto exactamente o que ele sentia,

E sou exactamente o que ele consente…

 

Sou do mar no processo indecifrável

Que admite a simbiose entre o provável

E aquilo que ninguém pode provar

 

Mas, fruto desse jogo, eu sou palpável

E nessa mutação, nem sempre estável,

Eu sempre acreditei que sou do Mar!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 26.07.2011 – 13.00h

 

13
Jul11

PESCADORES - "Soneto" experimental com versos de nove sílabas métricas

Maria João Brito de Sousa

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Será sempre miséria o que temos

Porque é sempre no mar que buscamos

Esse tanto que nunca tivemos

Do manjar que, não tendo, vos damos

 

Sobre o mar, que é tão nosso, crescemos,

Defendendo os interesses dos amos,

Retirando da força dos remos

Cada metro do chão que varamos

 

Quando às redes dos braços trazemos

Todo o peixe que agora pescamos

Somos nós e só nós que sabemos

 

Quanta luta de morte enfrentamos

Nestes braços cansados que erguemos

Pelo pão que jamais vos negamos!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 09.07.2011 – 17.09h

 

11
Jul11

AMADA FILHA DO MAR

Maria João Brito de Sousa

Eu sei que tenho manhas e manias

Pois tento ser aquilo que Deus quis

Mas juro que é assim que sou feliz,

Fazendo, certamente, o que devia…

 

Se a metáfora surge… é por magia!

Não sei explicar, de todo, o que ela diz,

Mas diga o que disser, sei bem que fiz

Exactamente aquilo que ela queria…

 

Nas manhãs em que, ouvindo a voz do mar,

Me sinto tão mais viva e tão mais eu,

É dentro do meu mar que encontro o céu

 

Posso ser só um fado por cantar

Mas sei que cada vez serei mais ilha

Por ser, deste meu mar, a amada filha.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 10.07.2011 – 20.27h

23
Mai11

ALÉM DO MAR - La mer et les autres...

Maria João Brito de Sousa

Pr´além do mar havia um outro mar

E, pr`além desse mar, outro também

E outro e outro… era um nunca acabar

Dos mares que dele nasciam, mais além…

 

Havia um mar ainda por explorar

Quando por um dos mares passava alguém

E cada mar tentava, em vão, chamar

Todo o que, olhando o mar, não visse bem

 

Tanto mar! E ninguém acreditava

Pois todo aquele que o via procurava

Olhar só para o mar perto de si

 

E, apesar do mar que vislumbrava,

Não diria, jamais, que acreditava

Nos mares pr`além do mar que havia ali...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 21.05.2011 – 15.00h

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

 

 

 

 

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