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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
15
Mai13

SEI DE UM TEMPO ou Mais Um Soneto de Abril

Maria João Brito de Sousa

 

 

(Soneto em verso eneassilábico)

 

 

Sei de um tempo em que as horas sorriam

Transmutando os seus ramos caídos

Pelo peso das flores que nasciam

Das sementes dos cinco sentidos

 

No reflexo da cor que exibiam

E, ao torná-los em rifles floridos,

Nesse apelo que as flores emitiam,

Davam fruto entre os frutos nascidos.

 

Sei de um tempo que o dia acordou

De uma noite de medo e cantou

Como as aves que lavram caminhos

 

No mesmíssimo tempo em que eu sou

Neste pouco de Abril que sobrou

Da voragem de uns tantos, mesquinhos.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 06.05.2013 – 11.24h

 

NOTA – Revoltemo-nos, porra!

15
Dez12

AINDA O MAR...

Maria João Brito de Sousa

    (Em decassílabo heróico)

 

Depois do mar, nasceu um mar ainda,

Que, a par desse primeiro, o transcendeu…

E a gaivota a sondar se havia céu

Que soubesse albergar maré tão linda…

 

Com ela, uma canção, muito bem-vinda,

Num cravo ocasional que alguém lhe deu,

A brotar de um fuzil que floresceu

Pr`a sugerir marés, se o mar se finda…

 

E… venham lá gaivotas, venham cravos,

Venham punhos erguidos, venham bravos,

Gritar-nos que a maré não foi esquecida!

 

Em ficando a maré comprometida,

Logo outra irromperá, jamais traída;

Somos filhos de Abril, sem reis nem escravos!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 14.12.2012 – 21.17h

 

 

NOTA – Sendo certo que, no soneto clássico, a disposição dos versos rimados das duas estrofes finais é bem mais flexível do que nas restantes duas estrofes, permiti-me, no entanto, uma certa e talvez excessiva liberdade na rima final deste soneto em particular[CCD-DDC].

 

 

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