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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
25
Abr14

25 DE ABRIL - cravo/metáfora

Maria João Brito de Sousa

 

(Em decassílabo heróico)

 

 

Porque hoje se acrescenta e se agiganta

A chama dos valores jamais vencidos

Que acende outro amanhã que cresce e canta

Nas brasas da fogueira dos sentidos,

 

Que ascende, que conforta, que acalanta,

Que faz nascer, cá dentro, indesmentidos,

Os cravos de outro Abril que nos garanta

Direitos e razões quase perdidos,

 

Eu hoje cantarei… se tempo houver,

Porque o tempo se escoa, um cravo morre

E eu não posso jurar poder, sequer,

 

Prender não sei o quê, que tanto corre,

Que espreita e que se quer deixar colher,

Mas não tem flor que eu veja, ou pé que eu dobre…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 25.04.2014 – 17.37h

15
Abr14

RELEMBRO

Maria João Brito de Sousa

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Relembro um rio que em gesto resoluto

Cresce em caudal e soma em quantidade

A mesma urgência com que agora eu luto

E me dá força enquanto houver vontade;

 

Porque um poder perverso e dissoluto

Se nos impõe, esmagando a dignidade,

Sejamos fio de outro qualquer soluto

Que, em nos enchendo, engendre outra vontade!

 

Relembro o sangue em veias indomadas

E esta emergência em nós, sempre crescente,

Que nos transforma as mãos mais desarmadas

 

Em espada erguida sobre o prepotente

Que ensombra as águas vivas, libertadas,

Duma outra força antiga e sempre urgente!

 

 

Maria João Brito de Sousa – 15.04.2014 – 10.39h

 

 

Ao povo que, desobedecendo a uma ordem directa, invadiu as ruas em Abril de 1974 e transformou um golpe militar numa verdadeira revolução.

 

A todos nós!

 

 

Imagem retirada do Google, sem autoria visível.

 

04
Set13

SONETO AO PRODUTOR EXPLORADO II

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

(Em decassílabo heróico)

 

Sem agasalho, quando o frio lho pede,

Nem acessórios, quando necessários,

Não diz palavra em causa que não mede,

Assim que os ventos sopram mais contrários

 

E se ergue o punho contra os salafrários,

Ou espuma as raivas que a razão concede,

É por ter mil razões contra os salários

Que só lhe compram fome e pagam sede!

 

Passa, invisível, sobre o dia-a-dia,

Vai, devagar, morrendo em contra-mão,

Arremedando a velha alegoria

 

Que, honrando a letra de uma melodia,

Em coro nasça de uma multidão

Que venha, erguida, impor-se à tirania.

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 03.09.2013 – 19.51h

 

 

 

Imagem do 25 de Abril de 1974 - Partido Comunista Português

14
Mar13

ESPANTO[S] ou "Lembrando os fios..."

Maria João Brito de Sousa

Diz-me o espanto que a lua irá tardar,

Que a tarde se toldou, que o céu cinzento

Lh`impôs um manto espesso e turbulento

Que irá manter escondido o véu lunar.

 

Diz-me este espanto que não sei calar

Que, quanto me esconderem, reinvento,

E o poema me brota enquanto tento

Que o espanto me não deixe de espantar.

 

Por força de entender que nada espanta

O verso que, em nascendo, se decanta

E, juntando-se aos mais, se alarga em rio

 

Vejo o que gota a gota se agiganta

E se faz mar num mar de força tanta

Que me espanta lembrá-lo um mero fio.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 13.03.2013

 

 

IMAGEM - Desenho de Álvaro Cunhal

15
Abr11

NASCEU-ME ABRIL, AGORA MESMO...

Maria João Brito de Sousa

 

Nasceu-me agora Abril, quando sonhava…

Mas não é por Abril me ter nascido

Que eu deixarei morrer o que me é querido

Ou que me esquecerei do que cantava

 

Nasceu-me de uma corda que vibrava

Num trinado qualquer, mal pressentido,

De um verbo a vacilar no desmentido

De outro que era menor mas que o calava.

 

E o que é feito de Abril no novo Abril

Em que se redefine outro perfil

Para este meu país tão castigado?

 

E vibra-me outra corda… e já são mil

As cordas que, vibrando em tom subtil,

Me falam desse Abril sempre negado.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

Imagem retirada da internet

13
Abr11

REVER ABRIL

Maria João Brito de Sousa

Ainda que outro mês me concedesse

A honra de o viver e partilhar,

Eu cantaria Abril sem vacilar

Porque é de Abril quem nele se reconhece!

 

De quanto mês se exalta e se enaltece

Na voz que este meu povo faz vibrar,

Jamais a voz de Abril se irá calar

Enquanto exista povo e sonho e prece!

 

Abril, na flor que a esperança aguarelou

Desse mesmo vermelho que o criou

E que um cravo qualquer soube enfeitar,

 

Será, pr`aquele que em vida o partilhou,

O mês em que o meu povo derrotou

As mãos de quem o queria agrilhoar!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 12.04.2011 – 18.41h

03
Dez10

SER DE ABRIL

Maria João Brito de Sousa

 

Abril estava tão longe… era Janeiro

Ou outro mês qualquer dessa invernia

Que nos cobria o céu a tempo inteiro,

Que afastava de nós toda a alegria…

 

 

Estava tão longe Abril, mas o primeiro

Sorriso que, brilhando, em nós crescia,

Enfrentava esse inverno derradeiro

Cumprindo o renovar que prometia…

 

 

Nunca seria fácil ser de Abril

Que Abril sempre exigiu trabalho, voz

E a vontade que alguns não sabem ter

 

 

Desfez-se – tanta vez… - em águas mil,

Mas volta a ser Abril em todos nós

Se a alma nos conjuga o verbo querer!

 

 

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

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