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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
21
Dez09

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA III

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

 

 

UM POETA NA ESQUINA

 

Poeta numa esquina, sem alento,

Que não choras nem pedes a quem passa

A esmola da atenção ou essa graça

Do merecido pão do teu sustento

 

[As asas que perdeste... esse talento

Que o mundo destruiu, como uma traça

Que devorando tudo te desfaça

E te não deixe mais que desalento...]

 

E, cruelmente alheia, a populaça

No seu vaivém, correndo contra o vento,

Não percebe, sequer, quanta desgraça

 

Te prende àquela esquina, desatento

Das coisas deste mundo e desta raça

Que assim te condenou não te entendendo...

 

 MISTÉRIO

  

Que mistério em teu corpo se engendrou,

 

 

 

Maria, se não foste de ninguém?

Que mistério, Maria, te fez mãe

De um menino que tanto nos marcou?

 

Que Maria foi essa que alcançou

Honra tão grande e tão imenso bem?

Maria e só Maria foi alguém

Em quem o próprio Espírito encarnou…

 

E terá sido assim que aconteceu?

Terá sido o menino que nasceu

Igual a todos nós, nascido em dor?

 

Porque se assim não foi… quem serei eu

Para inquirir sobre quem já morreu

E em tudo vive ainda em puro amor?

 

 QUE PENA...

 

 

Que pena, meu amor! Eu sei lá quando

As hostes da vontade irão render-se

E o corpo, desistente, converter-se

A escravo, meu amor, do teu comando…

 

Eu sei lá, meu amor… mas juraria

Que a linha que percorro, vertical,

Não há-de quebrar nunca… este ideal

É jamais desistir de uma ousadia!

 

Tantas vidas na vida! `Inda há pouquinho

Percorria, na estrada, outro caminho

E, no palco, um papel numa outra cena…

 

Agora, bem mais longe e tão mais perto,

Termino estes acordes do concerto.

[e, às vezes, tenho até alguma pena…]

 

 

 

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET 

 

23
Jul09

IDEOGRAMA

Maria João Brito de Sousa

 

 

Eu queria… eu queria tanto ser, da Lua,

Pequeno coração a palpitar,

Alimentado a raios de luar

Na representação de uma alma nua…

 

Eu fui, eu fui, do Sol, o raio ardente

A brilhar sobre o planeta inteiro,

Sereno, flamejante e verdadeiro

No derramar da Luz pujante e quente.

 

Também já fui montanha e gelo e fogo,

Raiz de lírio branco e de embondeiro,

Guelra de peixe e ovo pecador…

 

Serei um dia ideograma ou “logo”

De tudo o que já fui… “Eu” derradeiro,

De essência transmutada em puro amor.

 

 

NOTA -  A foto é especialmente dedicada ao meu amigo Fisga, do Planeta-Sol. Já tem umas semaninhas, mas eu estou com um problema de iagem para o qual não consegui - ainda! - arranjar solução...

 

 

03
Jun09

EU QUERO ESTE SONETO!

Maria João Brito de Sousa

Eu quero este soneto como quem

Procura o dealbar de um horizonte!

Negada, ainda, a Barca de Caronte,

Retomo a estranha estrada de ninguém.

 

Eu quero este soneto e vou além,

Descubro o germinar da nova fonte…

Entre a Vida e a Morte há uma ponte

Erguida entre Nenhures e mais aquém.

 

Não fora a dor, quase estaria bem…

Não fora este cansaço, este esvair-me,

Diria que já está, que já passou…

 

De tudo hei-de falar! Eu sou alguém

E, antes de cantar, não quero ir-me!

Depois, porque o cantar mal começou!

 

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