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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
20
Out10

IDENTIDADE

Maria João Brito de Sousa

 

Aonde eu alcançar, haverá mundo,

As ondas sonharão, farei poemas

E encher-se-á o mar de novas penas

Mas não das mil marés de que me inundo!


E se acaso avistar, lá bem no fundo,

As algas que se agitam, quais melenas,

Por elas cantarei as mais pequenas

Das rimas singulares em que me afundo…


Eu mesma serei água e, a quanto mar

Possa sequer pensar em submergir-me,

Tentando diluir-me esta vontade,


Resguardando o meu estro de luar,

Direi ter-lhe entregado, ao diluir-me,

Tudo menos tão estranha identidade…

 


Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

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30
Ago10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA XVII

Maria João Brito de Sousa

 

SOZINHO

 

 

Falaste-me de ti e eu ouvi-te

Com a mesma atenção que dispensei

Às coisas que mais amo. Então pedi-te

De volta esses minutos que te dei

 

 

Bem mais do que falar, era um convite

Para um sonho comum que eu te entreguei.

Seduziste-me assim. Eu seduzi-te

Com as verdades – tantas! - que contei.

 

 

Falávamos, tão só, de outro Poeta,

De alguém que nos fascina e nos deixou

Um rasto de palavras e um caminho

 

 

Sou apressada, eu sei… a minha meta

É agora, é enquanto por cá estou.

Mais tarde falarás só tu. Sozinho.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 28.0.2010 – 13.41h

 

 

 

Posso não estar muito segura da qualidade e da oportunidade daquilo que digo mas estou, sempre, firmemente convicta de que devo dizê-lo.

 

 

 

 

 

SHEHERAZADE

 

 

Amanhã nascerá a nova história

Que, agora, nem sequer vou preparar.

Depois, farei bom uso da memória,

Do que lhe for capaz de acrescentar,

 

 

Pois, se um dia  falhar, vai-se-me a glória

Dessa infinita história de encantar

E nunca poderei cantar vitória

Porque o velho sultão vai-me matar,

 

Mas, enquanto eu viver, a cada dia

Dependo mais e mais da minha fé;

Por cada estória, engendro uma conquista!

 

 

Acusam-me de quê? Monotonia?

Isso é se se não cria; nunca é

Cuidar de que o carrasco não resista.

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 2.08.2010 – 19.00h

 

 

 

A BOLA DE CRISTAL

 

 

Tentaste confundir-me. Eu percebi

E emprestei-te a bola de cristal

Pr`a que pudesses tê-la só pr`a ti

E não tentasses mais deixar-me mal

 

 

Mas, mesmo disfarçando, eu bem senti

Que, com bola ou sem ela, és sempre igual

E não volto a pedir-te o que pedi

Não vás tu encontrar forma ideal

 

 

De confundir-me e seres bem-sucedido...

Eu ando por aqui para mostrar-te

Que a própria confusão é produtiva

 

 

Pois se a bola mostrar ter-me entendido

Nas minhas concepções de engenho e de arte,

Terá adivinhado que estou viva.

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 28.08.2010 – 19.57h

 

 

16
Jul10

O URSO POLAR E EU

Maria João Brito de Sousa

 

Ouvi o teu rugido. O teu percurso,

A lonjura polar de um mar qualquer…

Depois, interrompendo o teu discurso,

Olhaste e viste em mim uma mulher...

 

 

Muito embora assustado, eras um urso

E eu, que vinha em paz, sem já saber

Como explicar-te o que nem mesmo um curso

Poderia ajudar-te a perceber…

 

 

Pensei, então, dizer-te que nem todos

Os bípedes primatas, como eu sou,

Te irão desrespeitar ou destruir

 

 

Mas em vez de o dizer, chorei a rodos…

Por trás de mim, alguém que disparou,

Calou-te sem te dar tempo a fugir…

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa 

 

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