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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
07
Jan16

... E O QUE ME RESTA?

Maria João Brito de Sousa

GALERIA_gatos_cat-11.jpg

 

Tiram-me braços, pernas, coração...

Levam-me o velho espaço onde me insiro

E, por arrasto, a mim me levarão,

Talvez em breve, ao último suspiro,



Que só eu sei da estranha condição

De ser tábua do chão do meu retiro

E, assim que mo negarem, negarão

Até o próprio ar que nele respiro...



Não gosto de queixar-me e sei ser vão

Falar do estranho amor que aqui refiro,

Mas nada mais me resta! É deste chão



Que o verso se me eleva a quanto aspiro,

Enquanto vos vou expondo a situação...

(... mas quanto mais me exponho, mais me firo...)

 



Maria João Brito de Sousa - 06.01.2016 - 18.00h

 

17
Mar12

O PREÇO II

Maria João Brito de Sousa

Eu pago qualquer preço, a qualquer hora,
Qualquer tempo de vida ou qualquer dor
Se, nestes meus sonetos, puder pôr
Metade do que estou sentindo agora

E se for conseguindo, vida fora,
Escrevê-los cada vez com mais ardor,
Hei-de pagar por eles seja o que for
Sem me queixar dos custos da penhora…

Se um dia fraquejar, se este contrato,
Rigoroso e levado ao preço exacto,
Não for cumprido, como deixo escrito,

Não será por ficar-me mais barato
Um poema qualquer que, sendo ingrato,
Vos possa desmentir quanto foi dito…



 

 

Maria João Brito de Sousa – 17.03.2012 – 20.52h


 

18
Abr11

SINAL DE ALARME!

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

Sei que me “passo”, sim, de quando em vez,

Porque o meu dia-a-dia está composto

Por mil dúbias respostas aos “porquês?”

De quem plantou, mas só colheu desgosto,

 

Porque quando “se passa” um português

E a ira vem, de vez, turbar-lhe o rosto,

É provável – bem mais do que um “talvez…” –

Que a causa seja juro, ou seja imposto…

 

Mas… que posso fazer senão “passar-me”

Quando a sobrevivência irá custar-me

Mais do que vou ganhando em cada dia?

 

Entrar em depressão? Chorar? Calar-me?

Não é comigo, não! Sinal de alarme!

[… cada verso a estuar-me a rebeldia…]

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET, VIA GOOGLE

 

 

 

 

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12
Abr11

AINDA UM PASSO...

Maria João Brito de Sousa

Eu sei lá s`inda sei falar, sequer,

Das coisas sem ter fim que há por aí,

Que se vestem das cores com que eu as vi

E que, através de mim, se dão a ver…

 

Do muito qu`inda possa acontecer

A partir desse tanto que escrevi,

Não posso adivinhar, ou já esqueci,

Se é possível, ou não, vê-lo nascer…

 

Mas dou ainda um passo! Um passo incerto,

Sem saber se estou longe ou se estou perto

Do que sei ser a última  fronteira

 

Do que de mim sobrar, tendo por certo

Que esta vontade escreva em desconcerto

Com tudo o que é banal ou "pasmaceira"…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 12.04.2011 – 14.53h

 

21
Jul10

SONETO? NENHUM!

Maria João Brito de Sousa

 

Não sei o que fazer… nem um soneto,

Por mais pobre que seja- ou menos bom… -,

Por mais “de pé quebrado” ou incompleto,

Se digna bafejar este meu dom!


Portanto, saia lá o que sair,

Por pura teimosia, eu vou escrevendo

E se não for soneto, este “sentir”

É, ao menos, aquilo que eu pretendo…


Papagueada a métrica insegura,

Agrupados os versos dois a dois,

Vou preparando os tercetos finais


E, não estando impecável a estrutura,

Não vos posso jurar que vá depois

Dedicar-me a escrever uns versos mais…

 


Maria João Brito de Sousa – 21.07.2010

 


A precisar de férias…mesmo!

23
Mar10

SPIRIT

Maria João Brito de Sousa

 

Eu, hoje, irei além, bem mais além!

Irei aonde a lua me apontar

Seus mansos raios, ébrios de luar,

Protectores como abraços de uma mãe.

 

Aquilo que fizer, farei por bem

E cantarei, em tudo o que encontrar,

A dádiva da Vida a começar

Onde a Morte pensar que se detém.

 

Eu hoje darei graças pela vida

Como a princesa Bela Adormecida

Ao acordar do sono enfeitiçado!

 

E farei prova daquilo que digo!

Hei-de lutar por esse pobre amigo

Que a Morte pensa já ter-me roubado!

 

 

 

Ao Spirit

 

 

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