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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
22
Jan17

PÉS DE BARRO

Maria João Brito de Sousa

pés debarro.jpeg

 

Dar-vos-ia o que tenho, nada tendo;

O intenso travo a sal do mar que sou,

A fonte de onde o verso me brotou,

As mãos com que costuro e me remendo,

 

A dúvida, a certeza e quanto entendo

De uns dotes com que a vida me dotou,

A beleza que tive e já murchou,

A musicalidade a que me prendo,

 

A rosa, o espinho, a força, o estro, a chama

E tudo, tudo aquilo a que me agarro

Pr`a manter-me de pé, fugindo à cama...

 

Poeta sobre humanos "pés-de-barro",

- que mil vezes prefiro a ´mãos com lama`.. -

Eu dar-vos-ia o céu... por um cigarro!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 20.01.2017 - 16.11h

18
Jan17

AI, ESTAS MENINAS DOS MEUS OLHOS...

Maria João Brito de Sousa

Bolinha.jpg

 


Não sei se é desta névoa que se evola

Das letras, sob as minhas mãos geladas,

Se destas teclas, quase tão estouvadas

Como as meninas, quando não há escola,



Já me escapa a palavra, como a bola

Rola em pátio de escola quando, ousadas,

As meninas se lançam nas jogadas

Com que qualquer criança se consola...



Mas, sendo as dos meus olhos, são culpadas

Pelo mau desempenho que as desola

Depois de descoberto e, já cansadas,



Guardam os versos dentro da sacola

E ausentam-se da estrofe, envergonhadas;

Já nem tentam "jogar", se for por esmola...

 



Maria João Brito de Sousa -14.01.2017 - 11.14h

 

15
Jan17

TALVEZ...

Maria João Brito de Sousa

pavia-manuel-ribeiro-1910-1957-nu-feminino-3790117



(Soneto Petrarquiano)



Talvez um dia - eu posso lá saber... -,

No culminar do ser, que é toda a morte,

Um verso suavemente me conforte

E a morte, em vez de dor, me dê prazer...



Talvez, talvez, talvez... ouso dizer,

Apesar de saber ser certa a sorte

De me perder da bússola e do Norte,

Talvez nem dê por ela, se a escrever



E, deixando por cá quanto me importe,

Pouco importe, depois, quando vier

E seja a morte apenas um transporte,



Ou seja quanto eu dela pretender

Quando, cansada de mostrar-me forte,

Puder ficar cansada de viver...





Maria João Brito de Sousa - 12.01.2017 - 12.05h

 

 

Imagem - "Nu, feminino" , Manuel Ribeiro de Pavia





 

 

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