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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
14
Mai12

BRAVO, ROSEIRA BRAVA! Sonetilho para ser cantado... ou não.

Maria João Brito de Sousa

 

Roseira, brava roseira,
Que saldaste em desamores
O fel de todas as dores
Da tua humana canseira,

Que, da última à primeira,
Fizeste brotar as flores
Que te negaram louvores
Da burguesia altaneira,

Tu que medraste nas hortas,
Que entraste em todas as portas
E encheste as casas de tantos,

Perfumaste as horas mortas
Trazendo às faces absortas
Terno riso, alegres cantos…





Maria João Brito de Sousa – 14.05.2012 -17.55h



Nota – Este sonetilho pretende ser uma muito humilde homenagem às jovens aldeãs deste país.
Às que o foram e começam, agora, a murchar, e às que ainda houver por esse Portugal fora.
Onde acaba a Rosa sempervirens e começa a jovem mulher, nem eu mesma sei… mas é a ela, mulher e aldeã, que eu o dedico.




06
Abr12

MEDIR OU NÃO MEDIR A ESTRADA - Sonetilho

Maria João Brito de Sousa

 

Passa num nada este nada
Que duma vida nos cabe
Quando olhamos para a estrada
Temendo que ela se acabe…

Vamos medindo a passada
Antes que tudo desabe
Mas, duma estrada acabada,
Pouco ou nada a gente sabe

Pois, por mais que se procure
Razão para os desatinos
A que a estrada conduzia,

Nunca evitamos que jure;
- Todos vós nasceis meninos
e haveis de morrer um dia…



Maria João Brito de Sousa – 06.04.2012 -13.21h

 

 

NOTA - Peço desculpa pela inusitada apresentação do texto poético... a decisão foi do Sapo...

04
Abr12

A EQUAÇÃO DA VIDA - Sonetilho

Maria João Brito de Sousa

São tantas as variáveis
Desta equação de viver
Que os resultados prováveis
Jamais se hão-de resolver

Mas, entre as mais condenáveis
Das mil coisas por fazer,
Estará sermos vulneráveis
Aos disfarces do Poder...

Que, ao pouco que aqui fizermos,
Se acrescente o nosso amor
Pois, nas mil voltas que dermos,

Andaremos ao sabor
Da Vontade que opusermos
À avidez do  predador…

 



Maria João Brito de Sousa – 04.04.2012 – 19.26h


28
Nov11

CICLO - Sonetilho

Maria João Brito de Sousa

Espero dar-te uns rebuçados

Duns tantos que cozinhei

Na panela dos pecados

De que nem sequer provei,

 

Mas talvez os resultados,

Sendo mais do que eu pensei,

Possam ser concretizados

Apesar do que não dei...

 

Amanhã nasce o poema

Que me desperta, por fim...

Temo bem que ninguém tema,

 

Da mesma forma, por mim...

(murcharei, mas tenho pena

de não ficar sempre assim...)

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 28.11.2011 - 16.40h

18
Set11

TEMPO, TEMPO, TEMPO... - Sonetilho

Maria João Brito de Sousa

 

 

Corre o Tempo... até parece

Que não tem tempo a perder,

A fugir, como quem esquece

Quanto não deve esquecer,

 

Mas dele, em nós, permanece

Essa vontade de qu`rer

Mudar tudo o que acontece

No que deva acontecer...

 

Quando o Tempo nos oferece

Tão justa razão de ser,

É bom que a gente se apresse

 

Pois todo o povo engrandece

Quando retira o Poder

A quem lho não reconhece

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 18.09.2011 - 15.25h

 

 

Imagem retirada da internet, via Google

 

 

11
Set11

A PAZ CONQUISTA-SE

Maria João Brito de Sousa

Se ontem foi “dia-sorriso”,

Seja hoje o “dia-luta”

E a qualquer filho da puta

Que me julgue sem juízo

 

Dir-lhe-ei que o que é preciso,

Quando faltam sopa e fruta,

É tomar rédea à labuta

Colmatando o prejuízo!

 

Ó gentes da minha terra

Que ergueis os cravos da guerra

Aos senhores do capital,

 

A paz vem-vos da conquista

E todo o que niso invista,

não cede a bem… nem a mal!

 

 

Maria João Brito de Sousa -11.09.2011 -16.52h

07
Set11

À LUZ DAS VELAS - sonetilho

Maria João Brito de Sousa

Amigo, este nosso medo

É pão servido nas mesas

Dessas humanas fraquezas

A que eu sei que já não cedo!

 

Não cobiço o teu segredo;

Desfraldei velas acesas

Na mira de outras riquezas

Que durem mais do que um credo…

 

(lá fora é noite cerrada

e aqui, de luz apagada,

só vejo o que eu quero ver,

 

se me esqueço de acender

esta vela, tão queimada,

que pouco ilumina… ou nada!)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 07.09.2011 – 18.54h

 

 

 

 

 

20
Ago11

O SEU DIREITO A FALAR - Sonetilho

Maria João Brito de Sousa

Amigo, são simples telas,

Todas de um branco lunar,

Que vês azuis e amarelas

Depois de eu as trabalhar

 

Se souberes olhar pr`a elas

Com olhos de procurar,

Verás que todas são selas

De um corcel por inventar

 

São óleos e aguarelas

Das ondas deste meu mar

Que, tal como as caravelas,

 

Partiram pr`a conquistar,

Contra todas as procelas,

O seu direito a falar

 

 

Maria João Brito de Sousa – 20.08.2011 – 13.50h

 

17
Ago11

ENVOLVÊNCIA&ALARME - Sonetilho

Maria João Brito de Sousa

 

Não importa de onde venha

Se toda inteira me envolve

Numa carícia tão estranha

Que só a escrita a resolve

 

E, de um só golpe me apanha,

De um só golpe me dissolve

Numa languidez tamanha

Da qual já ninguém me absolve,

 

Que mais valera calar-me

Sem sequer tentar explicar

Por que razão hei-de eu dar-me

 

Numa envolvência sem par

Sem que soe o tal alarme

Que me costuma alertar…

 

Maria João Brito de Sousa – 17.08.2011 – 19.21h

14
Ago11

FLORES-POETAS ou AS ETERNAS ANALOGIAS - Sonetilho

Maria João Brito de Sousa

 

Silêncio. Lá fora, as flores

Dos canteiros do jardim,

Não qu`rendo saber de mim,

São, contudo, os meus amores...

 

Corolas de muitas cores

E formatos sem ter fim,

Parecem lembrar, assim,

Que há mais sorrisos que dores

 

Silêncio! Uma flor morreu,

Mas mil milhões desabrocham

No segundo que se segue

 

Àquele em que a mão escreveu

Sobre o que elas revelaram…

Flores-poetas? Nunca o negue!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 14.08.2011 – 21.48h

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