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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
04
Set18

SILÊNCIO(S)

Maria João Brito de Sousa

SILÊNCIOS.jpg

 

SILÊNCIO(S)

*



Silencioso é o tempo enquanto passa;

Silenciosa, a voz que mal murmura

o verso que nos fende e nos perfura

mal nos toca e em silêncio nos abraça.

*

 

 

Silencioso é o gesto em que se traça

o verso da alegria ou da amargura

que, em silêncio, nos cava a sepultura

mas, quando chega, nos acende em graça...

*

 

 

Em silêncio se morre as mais das vezes,

em silêncio se lê, se escreve e cria,

em silêncio as semanas somam meses

*

 

 

E, às vezes, passam-se anos num só dia

de angústias, de amarguras, de revezes

que raramente um grito denuncia.

*

 

 



Maria João Brito de Sousa – 01.09.2018 -14.28h

 

 

Imagem idenficativa da obra "The Silence of the Lambs", esperando que Hollywood e Thomas Harris me não processem.

 

11
Set17

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE - SILÊNCIOS

Maria João Brito de Sousa

silencio.jpg

 

O SILÊNCIO FALA E GRITA

 

 

Por vezes o silêncio fala e grita

De modo tão intenso tão feroz

Que quando ele aparece e nos visita

Faz-nos  acreditar que ganha voz

 

Disfarça-se a rigor qual parasita

E expressa-se de modo tão atroz

Que entre seus brados sente-se a desdita

Cingir-nos e tomar conta de nós

 

Porém se a madrugada esparge luz

Logo o silêncio foge e se conduz

À plena fantasia dos sentidos

 

Surge então do silêncio a quietude

Que se quer nos proteja ampare e escude

Em momentos pra nós mais doloridos

 

MEA

10/09/2017



***********

EM SILÊNCIO



“Às vezes o silêncio fala e grita”

Tornando-se um tirano prepotente

Mas, noutras, surge harmónico e suscita

Uma viagem nova ao que se sente.



“Disfarça-se a rigor qual parasita”,

Ou despe-se de véus e, de repente,

Ouvimos, dessa voz que nos habita,

Aquilo que, no fundo, nos faz gente.



“Porém se a madrugada esparge luz”,

Ocorre outro silêncio; o que traduz

A esp`rança do nascer de um novo dia.



“Surge então do silêncio a quietude”

E, em silêncio, se atinge a plenitude,

Ou se morre, num espasmo de agonia...





Maria João Brito de Sousa – 11.09.2017 – 13.36h

 

06
Fev17

SILÈNCIO(S)

Maria João Brito de Sousa

arvore-perdendo-as-folhas-2255d.jpg

 

Neste silêncio triste embalo os mortos

Entre asas fracas, flácidas, pendentes,

E sobre este regaço, os mesmos hortos

De onde ervas emanavam, persistentes,



Cobrem-se já de caules secos, tortos,

Negros, mirrados, quase transparentes,

Quais longos mastros nos distantes portos

Da rota imaginária dos ausentes...



É outra, no entanto, a minha rota,

E se hoje reavivo a estranha frota,

Razões bem fortes tenho pr`a fazê-lo,



Pois muito se assemelha ao que descrevo

A angústia de não ter para o que devo,

Embora eu mude o esboço a cada apelo.





Maria João Brito de Sousa - 06.02.2017 - 13.23h

 

24
Fev10

O DESABROCHAR DOS SILÊNCIOS

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

Eu vou desabrochar! Eu sei que vou…

Mas só nestes silêncios que transformo

Na luz primordial a que retorno

Quando aos silêncios eu me entrego e dou.

 

E que me importa “estar” se mais me der

Onde, de nunca estar, me sei melhor?

Se ascender ao silêncio, aonde eu for,

Serei tanto e tão só quanto eu puder!

 

Silêncio! Faz-se noite nos meus dias…

É hora de partir, de diluir-me

Nas coisas que ficaram por pensar…

 

É a hora do sonho… as sintonias

Chegaram noutras asas p`ra pedir-me

O silêncio dos tempos de criar.

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

 

http://www.avspe.eti.br/indice.htm

 

http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm

 

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