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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
22
Set08

12º, 13º e 14º SONETOS DA COROA - REMATE

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

 

O TEMPO NUMA FOLHA DE PAPEL

 

No barro desta humana imperfeição

Mas aspirando a Anjo. Quem diria

Que tão estranha e tão vã filosofia

Haveria de ser aspiração?

 

Mas sendo controversa, ou mesmo vã,

Garanto que não mudo o meu caminho!

Sabe-me a boca ao mel, ao rosmaninho

Das horas que cantar nesse amanhã

 

E se, a cada minuto, eu acrescento

Uns "pós" do meu teimoso entendimento

A quanto me pareça ser cruel,

 

O Futuro vislumbra-me e sorri...

Sorrio-lhe, eu também, porque prendi

O Tempo numa folha de papel...

 

Maria João Brito de Sousa - 22.09.2008

 

O "PECADO" DA FOLHA DE PAPEL

 

O Tempo numa folha de papel,

De súbito pequeno e vulnerável,

Desvendando um futuro indecifrável

A traços de caneta ou de pincel...

 

Estranhíssima Alquimia a que revela

Essa improvável forma de viver

De um Tempo aprisionado, sem poder

Gastar-se, nem na chama de uma vela...

 

Contudo, o tempo exprime-se e confessa,

Revela, aos nossos olhos, a promessa

Da mensagem que em si cristalizou

 

Nos versos em que o trago aprisionado

Ao culminar do único pecado

Que a folha de papel já perpetrou...

 

Maria João Brito de Sousa - 22.09.2008

 

 

EPÍLOGO

 

Que a folha de papel já pepetrou

Na sua branca e louca ingenuidade;

Esta inocência prenha da verdade

Que a minha negra pena em si gerou...

 

E eis-me enfim liberta, concluída!

Desta longa tarefa, o que me resta?

Ir rejeitando tudo o que não presta?

Fazer-me, agora, à Terra Prometida?

 

O Tempo há-de voltar (embora preso...)

P`ra lançar o meu corpo ao fogo aceso,

P`ra rematar-me, enfim, quando serena...

 

Morreria feliz e sem castigo

Tão só por cá crescesse o que bendigo,

Tão só por cá ficasse a minha pena...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 22.09.2008 - 13.17h

 

Imagem - "Auto-Retrato"

                 Maria João Brito de Sousa, 2006

 

Nota- Tudo isto é só para não ficar atrás do Bin Laden, que também parece ser um "Grande Poeta".

Desculpa, Alfredo, mas este ano esqueci-me mesmo do teu aniversário.

APOSTILA- Acabo de constatar que este trabalho feito "à pressão", acabou por ficar péssimo, pois confundi o 2º soneto com o 1º. Logo à noite tentarei emendá-lo, embora a minha tentativa de reedição tenha saído gorada, porque o texto me aparece desconfigurado. A última estrofe terá de ser reformulada para que isto se possa considerar uma coroa de sonetos. Não quero coroas de glória, mas neste momento, também dispenso uma de espinhos. Se o pessoal do Sapo puder ter a bondade de configurar o texto na reedição de posts, eu terminarei a coroa ainda hoje, lá por volta das 23 horas, quando acabar de tratar de toda a minha família de pêlo e penas.

 

Nota II - Sonetos libeiramente reformulados a 05.04.2016 (Garanto que adoraria poder recordar-me das circunstâncias que deram origem à nota anterior, bem como à dita "apostila"... e já lá vão quase oito anos...)

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