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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
24
Fev10

O DESABROCHAR DOS SILÊNCIOS

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

Eu vou desabrochar! Eu sei que vou…

Mas só nestes silêncios que transformo

Na luz primordial a que retorno

Quando aos silêncios eu me entrego e dou.

 

E que me importa “estar” se mais me der

Onde, de nunca estar, me sei melhor?

Se ascender ao silêncio, aonde eu for,

Serei tanto e tão só quanto eu puder!

 

Silêncio! Faz-se noite nos meus dias…

É hora de partir, de diluir-me

Nas coisas que ficaram por pensar…

 

É a hora do sonho… as sintonias

Chegaram noutras asas p`ra pedir-me

O silêncio dos tempos de criar.

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

 

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18
Fev10

ALEGRIA NO TRABALHO

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

Tanto trabalho logo ao levantar-me!

Ele é ir a correr tratar de todos,

Ele é limpar e dar comida a rodos,

Mudar o que está sujo… e não mudar-me!

 

Por vezes – tantas vezes – são as brigas!

O novo residente é mal aceite…

Há unhadas que trago como enfeite, J

Mas sobram marradinhas muito amigas…

 

Há esforço dispendido, há forte empenho,

Há um nunca parar de mil cuidados

Neste meu acordar de cada dia.

 

Pode isto parecer-vos muito estranho…

Podem todos pensar que são escusados,

Mas dão-me, no final, tanta alegria!

 

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

 

 

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05
Fev10

DIA DE S. NUNCA À TARDE

Maria João Brito de Sousa

 

 

E se a nuvem que passa não passasse?

Se a chuva não parasse de cair,

Se o vento não cessasse de zunir

E o sol nunca mais te iluminasse?

 

Se mais nenhum poeta “poetasse”,

Se o mundo se esquecesse de sorrir

E mais nenhum de nós quisesse abrir

Os braços para alguém que a nós se abrace?

 

Ah! Homens sem sorriso ou poesia

São sucedâneos de homens, não são gente!

São pavio de uma vela que não arde!

 

Não seria, então, mundo o que haveria,

Nem a vida seria omnipresente!

Seria um dia de… S. Nunca à tarde!

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET 

 

 

A caminho de http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/

04
Fev10

GRÃOS MUDOS SOB A MÓ

Maria João Brito de Sousa

Quem diria que a voz se te perdia,

Que os olhos se te haviam de fechar,

Que pudesses partir sem te acabar,

Antes que se findasse essa alegria?

 

Quem diria que a vida fecharia

Seu aro ao teu destino de sonhar,

Que a morte te haveria de levar

Sem avisar que assim te levaria?

 

Silêncio. Só depois aplaudirei

O que de ti conheço, o que não sei,

O que adivinho até. Silêncio só!

 

Mais tarde acabarei por entender.

Por ora só silêncio, esse roer

De grãos mudos chorando sob a mó…

 

 

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03
Fev10

RESPOSTA A UMA PERGUNTA POR FAZER

Maria João Brito de Sousa

 

 

Sem dúvida partilhas, como tantos,

Um espaço noutro espaço intemporal

Onde o saber se torna visceral

E promete, à razão, novos encantos…

 

Sem dúvida viver pode ser mais

Do que este andar por cá sem ter noção

Da longa estrada dessa dimensão

Que se abre para além destes portais…

 

Sem dúvida… tens dúvidas, não tens?

Sem saberes a razão por que aqui vens

Precisas de entender mais do que entendes…

 

Resta-te o sonho antigo e derradeiro,

O último, apesar de vir primeiro…

E basta-te saber que te não rendes!

 

 

 

02
Fev10

UM BICHO SEM-VERGONHA

Maria João Brito de Sousa

 

 

Sou bicho velho e duro de roer…

Discordo, cá por dentro, a toda a hora,

Não torço e nem quebrando eu “salto fora”

E nunca disse “sim” a um qualquer!

 

Mas qual raio de sol – um só me basta –

Encanto-me e sorrio e aquiesço…

De forma pendular eu sonho e cresço

Permanecendo firme, embora gasta…

 

Sou bicho que mudou sem se mudar…

Sigo em frente, porém, sem me esquivar

Àquilo que esta vida me proponha…

 

Não procuro… nasci para encontrar

Aquilo que nem eu quis procurar…

Mas nenhum dos meus sonhos me envergonha!

 

 

 

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01
Fev10

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA V

Maria João Brito de Sousa

 

 

UM SONETO "A MARTELO"...

 

 

Quis fazer um soneto assim, forçado,

Sem que a vontade ou a inspiração

Viessem conduzir a minha mão.

Com técnica, somente… um mal-amado…

 

Não sei se é bom, se é mau ou se enganado,

Contra a minha vontade, uma ilusão

Chegou a dar-lhe corpo e dimensão,

Porque ainda está só meio acabado…

 

Aqui, quase no fim, já nada sei!

Nem sequer se um soneto eu comecei,

Quanto mais se é só técnica o produto

 

De mim com este meio em que tracei

Palavras que não quis, mas que aceitei…

Só sei que nasce como nasce um fruto.

 

UM SONETO APRESSADO

 

 

E agora outro soneto, feito à pressa,

Como coisa que tem de se fazer

E embora nos não dê nenhum prazer,

Nos serve p`ra cumprir uma promessa…

 

Ao menos fica feito! Eu sou avessa

A criar para além do que eu quiser

Mas, agora, o que importa e tem de ser

É que seja um soneto o que começa…

 

Afinal já está quase, quase pronto…

Aprendi que um soneto, mesmo tonto,

Pode ser exercício de vontade…

 

Mas se quis ou não quis escrevê-lo agora…

Isso não sei dizê-lo e vou-me embora!

Cumpri uma promessa! Isso é verdade…

 

O ÚLTIMO SONETO "PORQUE TEM DE SER"!

 

O último soneto a que me obrigo!

A ver vamos se nasce ou se não nasce…

Um pouco de vontade e a coisa faz-se!

[digo eu… nunca sei é se o consigo…]

 

Eis a primeira quadra! Esta segunda,

Parece mais difícil, com efeito…

Já não sei se o soneto sai perfeito

Porque a mão se me prende e se me afunda…

 

Só faltam dois tercetos… afinal

A coisa não me corre assim tão mal…

Isto é quase um soneto e está no fim!

 

Já vejo, ao longe, a praia, a minha meta!

Sem mais terceto que me comprometa,

Fecho a porta ao que aqui sobrar de mim…

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

28
Jan10

NÓS, O TALENTO E A ARTE

Maria João Brito de Sousa

 

O que é que, a nós, nos torna originais?

Que fizemos… ou não? Como irá ser?

Pretéritos de nós, a acontecer

Em recorrentes ecos pontuais…

 

Nós, lógicos, falantes animais,

Perguntando-nos sempre e sem saber

O muito qu`inda está por entender

E querendo saber mais. Cada vez mais.

 

Talento? Pode haver, pode exprimir-se

Num mundo com fronteiras demarcadas

Por dogmas, venham lá de onde vierem…

 

A Arte apenas pode pressentir-se

Quando as muralhas forem derrubadas,

Quando as algemas d`alma se romperem!

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET (Pormenor de tela de Pablo Picasso na sua fase de "Cubismo Analítico")

27
Jan10

O SAL À FLOR DA PELE II

Maria João Brito de Sousa

                                                                                                                                         

 

 

 

 

Depois, no céu azul de um qualquer dia,

Congelado o momento de um sentir

Na tela imaculada do porvir,

Que resto de mim mesma sobraria?

 

Que sonho marcaria o rumo, o passo,

Deste ser como sou – não como devo… –

Em que assim me analiso e me descrevo

Na serena amplitude do meu traço?

 

E, se assim me é real tanta ilusão,

Realmente iludida, eu sou quem sou

E o mundo é comigo e eu sou nele…

 

Não quero prescindir da decisão!

Se nem sequer souber por onde vou,

Restar-me-á o sal à flor da pele!

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

26
Jan10

O SAL À FLOR DA PELE

Maria João Brito de Sousa

 

Canto, na praia, o sal à flor da pele,

O vento encruzilhado em descaminhos,

O salto de acrobáticos golfinhos

E tudo o que esse sal em mim revele.

 

Canto o tal por de sol com que sonhei,

Abrangente, ideal, tingindo tudo

Da sua cor, do seu lamento mudo,

Dessoutra luz com que então o verei…

 

Canto só por cantar, como outros tantos…

Canto o sal do meu mar tecendo mantos

Sobre a noite da vida ao por-de-mim,

 

Mas só o sal tempera a minha voz

Embora enxergue ainda esse albatroz

Que há-de voar comigo até ao fim.

 

 

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