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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
13
Abr10

A DISSEMINAÇÃO

Maria João Brito de Sousa

 

E se o vento, amanhã, vier zunindo

E espalhar pelo mundo estes meus versos,

Eu aceitá-lo-ei, será bem-vindo,

Mesmo que assuma rumos muito adversos.

 

Sei que virá quando eu estiver dormindo,

Que alguém lhe atribuirá poderes perversos,

Que eu, então, partirei, que o tempo é findo

Pr`a estes restos meus, enfim submersos.

 

Nada, porém, detém o que foi escrito

Quando aquele que o escreveu acreditou

E nisso pôs inteiro o coração.

 

O vento, se vier, será bendito,

Concluirá, pr´a quem desencarnou,

A continuada disseminação.

 

 

 

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09
Abr10

ESPERO POR TI

Maria João Brito de Sousa

 

Espero por ti na esquina de um segredo,

Às sete da manhã de um qualquer dia,

Com a mesma impaciência e alegria

Da criança que aguarda o seu brinquedo.

 

Estou sozinha, na esquina, e sinto medo...

Não posso nem explicar quanta ousadia,

Que estranha compulsão me guiaria

Os passos sobre as pedras do lajedo?

 

Já não sei se virás. Que Deus nos guarde!

Não tarda irão abrir-se outras janelas,

O sol há-de nascer, far-se-á tarde…

 

Não te esqueças de mim, sozinha, aqui,

Esperando essoutro alguém que não revelas

Enquanto eu vou esperando só por ti…

 

 

 

 

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FAÇAM DE CONTA QUE É A MENINA DA FOTOGRAFIA QUEM VOS ENCAMINHA PARA LÁ... A CAROLINA PRECISA MESMO DE VOLTAR A CUBA PARA DAR CONTINUIDADE AOS SEUS TRATAMENTOS.

13
Nov09

PORQUE UMAS VEZES SIM E OUTRAS... NÃO!

Maria João Brito de Sousa

 

 

Porque umas vezes “sim” e outras “não”,

E, às vezes, nem nós mesmos percebemos

Porque razão aquilo que fazemos

Parece mesmo ser contradição…

 

Porque, umas vezes, loucos de paixão…

[E bem depressa nós compreendemos

Ser mais um erro que então cometemos

E voltamos a nós e à razão…]

 

Porque, outras vezes, frios e racionais,

Passamos, num instante, ao desatino

E não sabemos mais o que fazer,

 

Nós, meros e comuns anjos mortais,

Acreditando, enfim, no tal destino

E deixando outro acaso acontecer…

 

 

 

 

Imagem - "Mulher em Molho de Luar"

 

Maria joão Brito de Sousa

 

09
Nov09

UM PAPEL NA CONSTRUÇÃO

Maria João Brito de Sousa

 

Um pouco mais de sede e eu, deserto…

Um pouco mais de fome e morreria

Da morte que, em voltando, elevaria

Minh`alma, esse tão longe… esse tão perto…

 

Um pouco mais de além, em voo incerto,

Um pouco, um tudo-nada, eu saberia

Do mais, do pouco mais que bastaria

P`ra colocar-me o resto a descoberto…

 

Então seria um anjo! Alcançaria,

Na eterna partitura, esse concerto

Da Vida; -Melodia e Criação!

 

Escolhi, porém, ficar. [Pois quem faria,

Se liberta de um corpo em desconcerto,

Por cá, o meu papel na Construção?]

 

 

 

Imagem retirada da internet

03
Fev09

... EM MIM DISPERSO...

Maria João Brito de Sousa

É neste absurdo autismo-imaculado

Em que me dou bem mais que o que vos dais,

Em que descrevo, em traços virtuais,

Tanto a virtude, quanto o meu pecado,

 

Em que pinto o que escrevo e, sem cuidado

Em disfarçar-me, algures, entre os demais,

Em que me entrego em estranhos rituais

Que incluem dia, hora e passo dado...

 

Aqui, nesta nudez em que me assumo,

Que tento condensar neste resumo

Que, impúdico, me expõe a vida em verso,

 

Aceitam-se as perguntas que puserdes...

Eu passo a responder, se assim quiserdes,

Com a voz deste mundo em mim disperso...

 

 

 

01
Jan09

MUDANÇA? QUE MUDANÇA?

Maria João Brito de Sousa

Mudança. Era o tema proposto pela Fábrica de Histórias para esta semana, assim em jeitos de "ano novo, vida nova...". Pensa-se e repensa-se o significado da palavra. Nada. Nada de nada. Sente-se a palavra. Aqui as coisas mudam de figura. Afinal a sua vida, como todas as vidas, era composta por uma sucessão de mudanças...

Todos os dias, ao levantar, mudava o areão dos litters dos gatos, os jornais que forram as improvisadas gaiolas dos pombos, a ração dos gatos e dos cães... bem aí não se trataria exactamente de mudança. Poderia entender-se melhor como renovação... mas logo a seguir mudava a página do seu caderno para escrever um novo soneto. Às vezes dois, ou três, ou quatro... mudava a página do blog, pela mesmíssima razão. Mudava de roupa. Mudava de sapatos. Mudava.

Não brinques, Maria João! Não se trata desse tipo de mudanças e tu sabe-lo muito bem. Trata-se de uma mudança radical. Uma mudança daquelas que mudam as próprias mudanças e as suas prioridades. Doze coisas. Doze pontos que tu queiras mudar na tua vida. Repensa. (Re)sente. Olha para trás! Deixa de ser palerma, de uma vez por todas! Atira com doze aspectos da tua vida que tu queiras mudar!

- Caramba! E se eu gostar de mim, assim como sou? E se eu não quiser mudar?

- Toda a gente quer mudar. Faz um balanço do que tens...

- E a que preço?

- Preço? Quem falou em preço?

- Eu. Tudo se paga, nesta vida. Com ou sem intermediários directos ou indirectos, todas as acções de mudança irão sacrificar estatutos, afectos, construções que não foram ainda terminadas.

- Estás a desconversar. Fala-se aqui de mudança! Mudança para melhor. Mudança de situação...

- Pois! Não existe mudança de situação sem que antes tenha havido mudança de atitude.

- Então muda de atitude!

- Mas a minha atitude não é condenável...

- Continuas a desconversar. Não estamos a falar de Ética...

- Pensas tu... pensas tu que não estás a falar de ética, mas estás. O que me sugeririas?

- Sei lá... uma viagem!

- Não gosto!

- Como não gostas? Não existe ninguém que não goste de viajar!

- Ah, existe, existe! E mesmo que não existisse ninguém, existiria eu...

- Não sabes senão desconversar?

- Não sei senão dizer a verdade.

- Uma vida menos miserável, não? Não me vais dizer que não gostarias de ter uma vida com menos dificuldades materiais...

- Claro que sim... mas eu tenho trabalhado muito e uma vida menos miserável deveria ser o fruto natural de todo este trabalho.

- Mas não foi, vês?! E agora... queres ou não queres mudar?

- Deixar de trabalhar?

- Trabalhar de outra maneira...

- Não sei trabalhar de outra maneira. Não sei senão empenhar-me e dar o meu melhor.

- Então o teu melhor não presta!

- Talvez, mas é o meu melhor. O meu pior também deve existir, claro. É ele quem anda por aí a justificar o meu melhor. Não quero investir nele.

- Queres ou não queres mudar?

- Não.

 

 

Escrito para a Fábrica de Histórias

 

http://fabicadehistorias.blogs.sapo.pt/

 

 

Imagem retirada da internet

 

28
Mar08

ESTRANHA SORTE...

Maria João Brito de Sousa

 

Olhai! Reparai bem... eu sou só "isto";

Uma mulher que um dia foi bonita...

Ninguém que olhe de perto `inda acredita

Que um dia fosse bela a pel` que visto...

 

Mas... olhai! Quantos anos, quantas marcas,

Quanto cabelo branco... este cigarro

Que NÃO QUERO largar, a que me agarro

Mesmo num tempo duro e de horas parcas...

 

Olhai a minha corte: a bicharada!

Meus amigos do peito e meus irmãos

Que, inteiras, me confiam vida e morte...

 

Ah, vede a minha face maltratada

Por dias que engendraram sonhos vãos...

E sou feliz, contudo. Estranha sorte...  :)

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 28.03.2008 - 10.54h

(Ontem, no elétrico, a caminho do hospital)

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