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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
19
Jan18

PALAVRAS

Maria João Brito de Sousa

 

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PALAVRAS





Eu gosto de palavras que se enlaçam

Em frases simples, ou versos floridos,

Desde que, entrelaçadas, satisfaçam

Os ritmos que lhes sejam requeridos,



Quer nuas e selvagens quando passam,

Quer com mantos opacos por vestidos,

Que nas voltas que dêem, se se abraçam,

Falem tanto à razão quanto aos sentidos.



Colho-as ao fim da tarde, ou bem cedinho,

Conforme o propicie o descaminho

Por onde me conduzam tempo e espaço



E a elas me confio enquanto possa

Lembrar que, quando fui menina e moça,

Quase ousei desistir das que hoje abraço.





Maria João Brito de Sousa – 18.01.2018 -18.12h

 

15
Jun09

SOLTAR AS PALAVRAS

Maria João Brito de Sousa

 

Já emendei

 

PEDIDO DE DESCULPAS - Suponho que tenha havido um mistério qualquer - que pode muito bem ser fruto da minha proverbial distracção crónica - com o penúltimo verso da última estrofe deste soneto. Talvez o nosso batráquio tenha engolido algumas palavras  só para me contrariar... sei lá... já emendei. Melhor, já soltei as palavras que tinham sido "sequestradas"...

 

Soltemos as palavras sem  fronteiras

Com o fogo, o calor de uma paixão,

Com criatividade e correcção

Mas sempre genuínas, verdadeiras.

 

Palavras. Mil palavras prisioneiras

Esperando o mundo livre da ficção

Ou, tão-somente, a simples descrição

De um momento de fugas derradeiras.

 

Soltou-se uma palavra e mil se seguem

Imparáveis, libertas, contundentes,

Mas sempre susceptíveis de leitura…

 

Pessoais pois são elas que nos medem

Quando em nós se tornarem mais urgentes,

Mais ricas, mais fluidas e mais puras.

 

                                                                                                                         Imagem retirada da internet

 

 

02
Fev09

QUANDO A VOZ MORRER

Maria João Brito de Sousa

Escrevendo em gestação acelerada,

Não sei se é mau ou bom isto que sinto...

Só sei que nem eu mesma me consinto

Frear-me nesta escrita... e estou cansada!

 

Mas, se morrer assim, vou consolada!

Dizendo o que já disse eu não vos minto!

O que aqui escrevo e deixo, é puro instinto...

Impõe-se e não lhe posso fazer nada!

 

Talvez o corpo, em queixa, se revolte,

Talvez um destes dias já não volte

A pegar na caneta e a escrever...

 

O que lhe hei-de fazer? É o destino...

E nascem-me as palavras como um hino

Que só se esgota quando a voz morrer!

 

 

 

Imagem retirada da internet

 

 

NOTA - Abri a porta do http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/

para que possam ver que finalmente "peguei" nos desafios atrasados. Estes são da Maria e do Vitor...

amanhã tentarei continuar a publicar os prémios que estão em "lista de espera"... façam o favor de entrar e levar o que é vosso...

 

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