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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
28
Out15

OEIRAS

Maria João Brito de Sousa

Bugio_vista_ae_rea_num_postal_antigo_sem_data.jpg

 

(Soneto em verso eneassilábico)



Tens a sorte, ou a graça divina,

de o teu corpo crescer debruçado

sobre um Tejo que corre à bolina

pelas ondas de um mar já salgado,



Que te acena e te chama menina,

ou te abraça e te encharca - cuidado,

que ele é mestre nas voltas que ensina,

mas depressa te afoga, se irado! -



Nos teus braços nasci. Pequenina,

fui crescendo contigo, a teu lado,

e hoje abraço esta casa de esquina,



Onde evoco presente e passado,

quando nela relembro essa sina

devolvendo-te ao sonho encantado.



Maria João Brito de Sousa - 11.10.2015 - 21.31h

 

 

12
Jul10

POETAS DA MINHA TERRA!

Maria João Brito de Sousa

 

 

Poetas da minha Oeiras,

Gente viva, como eu estou,

Partilhando estas canseiras,

Dando-se como eu me dou,

 

Poetas de ontem e de hoje,

Uns ainda produzindo,

Outros – como o tempo foge… -

Na tela, ainda sorrindo…

 

Que absurda força nos move?

Que inércia é esta – e não pára! –

Que surpreende, comove,

Faz de nós gente assim rara?

 

E enquanto vou perguntando,

As questões, já respondendo,

De novo me vão explicando

Razões que eu mal compreendo…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 11.07.2010 – 18.47h

 

 

 

Imagem de Cesário Verde, retirada da internet

 

 

 

NOTA - Excepcionalmente publico, neste blog, um poema em redondilha maior. Este poema "nasceu-me" do evento promovido pelo Centro Cultural de Oeiras, no sábado passado. 

Os sonetos retomarão, amanhã, o seu lugar habitual. Se Deus quiser. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

08
Jul10

OEIRAS, HISTÓRIA DE ONTEM, ESTÓRIAS DE HOJE

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

"Integrado na programação do CENTRO HISTORICO DE OEIRAS, o CENCO - Centro Cultural de Oeiras, vai estar  presente nestes eventos, a convite do Sr. Presidente.

 

Na noite do próximo dia 10, pelas 21.30, apresentaremos uma Noite de Poesia (com um pouco de teatralização) subordinada ao tema: Oeiras, História de Ontem, Estórias de Hoje. 

 

Entre os vários poetas que selecionámos, será dita poesia da Maria João Brito de Sousa,  bem como do António de Sousa.

 

O Evento Cultural será no 1º andar da Livraria-Galeria Verney e teremos imenso prazer em contar com a sua presença."

 

 

                                                                 

                    ------------ ----------- ---------

 

 

Transcrevo e publico o convite que a  Dra. Glória Torrado me enviou por email  e aproveito para deixar os meus  mais sinceros agradecimentos a todos os elementos do CENCO bem como à Direcção da Galeria Livraria Municipal Verney.

 

 Livraria-Galeria Municipal Verney - Rua Cândido dos Reis, 90/90 A - Oeiras

21
Mai10

ACTIVIDADES CULTURAIS EM OEIRAS

Maria João Brito de Sousa

 

ACTIVIDADES CULTURAIS EM OEIRAS

 

 No dia 27 do corrente mês – quinta-feira – pelas 18h, a Associação de Moradores de Nova Oeiras,

AMNO, inaugura, na Galeria Livraria Municipal Verney, uma exposição onde estarão patentes, entre muitas outras, duas telas de minha autoria;

“Os Guardadores de Luas” e “Anunciação do Cristo Amarelo a Paul Gauguin”.

As obras estarão expostas até às 18h do dia 30.

 

 

 

No dia 29, Sábado, pelas 15h, a COMISSÃO EDUCAÇÃO E CULTURA da Assembleia de Freguesia de Oeiras, inaugura, no Jardim Municipal de Oeiras, um projecto da autoria de Gabriela Bessa, da CDU que contará com a presença do Presidente da Junta de Freguesia, Dr. Carlos Morgado.

ESPANTALHOS. DÊ-LHES VIDA!; o projecto de animação cultural, eleito por maioria na Assembleia de Freguesia, contou com o apoio das voluntárias dos Centros Sociais Paroquiais de Stº António de Nova Oeiras, S. Julião da Barra e Bairro do Pombal que colaboraram no processo de elaboração das figuras.

Os Espantalhos “dialogarão” com os visitantes em decassílabo heróico, através de sonetos da minha autoria.

O SONETO CLÁSSICO DESCE ÀS RUAS E OS ESPANTALHOS TORNAM-SE POETAS!

Conto com a vossa presença!

 

20
Mar09

METÁFORA II

Maria João Brito de Sousa

Serenamente fui quem já não sou,

Serenamente dei, sem nada ter,

Serenamente deixo de poder

Trilhar os trilhos do que em mim morou.

 

Serenamente passo, sem passar,

E digo adeus, ao longe, a quem lá vem.

Serenamente só, sem mais ninguém,

Descubro a minha ilha de luar.

 

Serenamente parto sem partir

E alcanço nova forma de florir…

[sei lá se isto é verdade ou se é mentira…]

 

Serenamente sinto, e de sentir

Encontro [ou não encontro…] o que há-de vir

Na estranha lucidez da minha lira.

 

 

 

Perspectiva do Estuário do Tejo retirada do Boletim INFOMAIL,

da Câmara Municipal de Oeiras.

 

 

 

Aproveitando esta temática dos regionalismos, convido-vos a passarem pelo http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/ onde vos esperam algumas inconfidências...

 

04
Set08

QUERO-ME!

Maria João Brito de Sousa

Eu quero-me da cor destas palmeiras!

Quero este tronco esguio, estas raízes,

Quero-me assim feliz entre os felizes

Vivendo as minhas horas derradeiras!

 

Eu quero-me primeira entre as primeiras

E, tal como tu pensas, mas não dizes,

Quero-me decomposta em mil matizes

Sendo igual ao que sou, de mil maneiras!

 

Assumo esta total imperfeição

De quanta perfeição em mim houver,

Sem ter falsas modéstias ou segredos!

 

Eu quero-me uma só, mas dividida

Por cada átomo alheio à minha vida,

Sem loucas ambições, sem dor, sem medos!

 

 

Fotografia (via mms) tirada, agora mesmo, da janela da minha sala-atelier. O cãozito lá embaixo é a minha amiga Lupa.

16
Jul08

O PRÓXIMO POETA

Maria João Brito de Sousa

bordo21.jpg

 

 

Conjuro-vos cigarras por nascer!

Crescei, multiplicai-vos e cantai!

Sede o que sois como chuva que cai

Sobre terra que a saiba a receber.

 

Sede, apesar de não vos entender

O mundo, o mundo inteiro que não vai

Aceitar quanto sois porque vos sai

Da alma insatisfeita o que não quer.

 

Mas sede, mesmo quando injustiçados,

Pois será vossa voz pão do futuro

Que, ao erguer-se de vós, canta inquieta

 

Nos versos que hão-de ser justificados

Por aquilo que sois e que eu conjuro

Na exortação do próximo poeta!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 16.07.2008 - 17.10h

 

In Poeta Porque Deus Quer - Autores Editora - Janeiro de 2009

 

IMAGEM - Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia

(Ilustração do LIVRO DE BORDO - António de Sousa - 2ª Edição - Publicações Europa-América- 1957)

 

Nota - Soneto muito ligeiramente reformulado a 09.11.2015

 

11
Jun08

A FEIRA

Maria João Brito de Sousa

 

FEIRA.jpg

 

 

Na vila há uma feira à moda antiga,

Cheínha de balões e carrosséis,

Farturas embrulhadas em papéis

E outras tentações para a barriga.

 

 

Na vila há uma feira, rapariga!

Vê lá se desapertas os cordéis

À bolsa e vens à feira ver os reis

Que estão, agora mesmo, de partida!

 

 

A rapariga escreve. Irá depois!

Irá se essoutro encanto o permitir,

Talvez quando acabar de se encantar,

 

 

Pois sabe não poder juntar os dois;

À feira nunca há-de ela optar por ir,

Deu-lhe a vida outro sonho p`ra sonhar...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 11.06.2008 -12.39h

 

 

 

Dedicado a mim, porque essa rapariga fui eu, à Ligeirinha que me acaba de contactar por telefone e manda muitos beijinhos para todos

porque está sem computador, e à vila de Oeiras que tem, neste momento, uma Feira que se realiza todos os anos por altura dos Santos Populares.

 

 

 

Fotografia retirada do Google

 

28
Abr08

EU, A RIBEIRA

Maria João Brito de Sousa

 

Pequena, alegre e sempre sonhadora,

Nunca fui importante... isso que importa,

Se o vosso olhar me vem bater à porta

E fica preso a mim, se em mim demora?

 

De muito pequenina, eu passo agora

Ao fio d`água que galga uma comporta

E é sempre o vosso olhar quem me conforta,

O vosso meigo olhar quem me enamora...

 

E fico, embora vá... nem sei explicar...

Sou una e dividida em vidas mil,

Ou força que se apressa e segue em frente,

 

Que o destino, afinal, é sempre um mar

Tão extenso quanto um céu de azul-anil

Que  abraça a terra em flor, enxuta e quente...

 

Maria João Brito de Sousa - 28.04.2008 - 11.15h

 

Na foto - Ribeira da Lage, junto ao Palácio Marquês de Pombal - Oeiras

 

 

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