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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
04
Set08

QUERO-ME!

Maria João Brito de Sousa

Eu quero-me da cor destas palmeiras!

Quero este tronco esguio, estas raízes,

Quero-me assim feliz entre os felizes

Vivendo as minhas horas derradeiras!

 

Eu quero-me primeira entre as primeiras

E, tal como tu pensas, mas não dizes,

Quero-me decomposta em mil matizes

Sendo igual ao que sou, de mil maneiras!

 

Assumo esta total imperfeição

De quanta perfeição em mim houver,

Sem ter falsas modéstias ou segredos!

 

Eu quero-me uma só, mas dividida

Por cada átomo alheio à minha vida,

Sem loucas ambições, sem dor, sem medos!

 

 

Fotografia (via mms) tirada, agora mesmo, da janela da minha sala-atelier. O cãozito lá embaixo é a minha amiga Lupa.

22
Ago08

MUNDO, PEQUENO MUNDO... (I e II)

Maria João Brito de Sousa

I

 

... e que me importa a mim perder-me em vida

Se à morte irei legar meu estranho encanto?

Já nada mais me importa e, no entanto,

Vou adiando a hora da partida...

 

... e que me importa a mim morrer agora

Se, depois, tanto fez muito viver?

Pouco ou nada me importa! Eu quero é SER

Enquanto não chegar a minha hora...

 

Patéticos, alguns, `inda acreditam

Que tempo é quantidade e não hesitam

Em procurar na carne o imortal...

 

Não sabem que de nós só fica o traço

Porque o mundo é pequeno e não tem espaço

Para, de nós, guardar quanto é real...

 

II

 

Ó mundo, o que te impede de chorar?

Que estranha submissão te cala o pranto

E te condena, assim, ao desencanto

Desse grito que tentas silenciar?

 

Ó mundo, se amanhã eu acordar

E não estiver quebrado o mudo encanto,

Hei-de gritar por ti! Gritarei tanto

Que medo algum me há-de fazer calar!

 

Ó meu pequeno mundo maltratado

No silêncio a que foste condenado

Por alguma razão que desconheço!

 

Ó meu pequeno mundo estrangulado,

O teu imenso grito sufocado

É tudo quanto, à vida, agora peço...

 

 

Imagem retirada da Internet

09
Mai08

POR UM GIGA...

Maria João Brito de Sousa

 

Por um Giga se enfrenta uma batalha,

Cresce o engenho em nós, se trava a luta...

Por um Giga se acorda e se labuta,

Se alcançam impossíveis, se não falha!

.

Por um Giga se ascende à dimensão

Da Eva/Adão em nós, colhendo o fruto

Que não será pecado e sim produto

Da nossa mais legítima ambição...

.

Por um Giga se aguçam competências,

Se reacende a chama, segue em frente,

Se chega ainda além do concebível,

 

Se transcendem humanas competências,

Se ultrapassa o que em nós é aparente,

Se alcança o que parece inacessível...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 09.05.2008 - 12.17h

 

 

"MÃE" - Pintura a pastel seco sobre Cavalinho,

              Maria João Brito de Sousa, 1962

 

 

 

 

 

 

 

 

02
Mai08

SOLTAI O SONHO...

Maria João Brito de Sousa

Há uma flor na Lua, à meia-noite...

(bem sei que é mero sonho, uma ilusão,

mas será flor, tal como as outras são,

onde esse imaginário assim se afoite...)

 

Há uma flor na Lua! É Lua-cheia,

Um sonho `inda em botão desabrochou

E quanta luz na Terra derramou

A flor que floresceu da própria ideia...

 

Se solto, o sonho em nós é criador;

Engendra o que quiser (e quer bem mais!),

Semeia, colhe e explode ao sobressalto

 

De um dom primordial rasgado em cor...

Por quanto sonho em vós `inda guardais;

Soltai-o pr`a que suba inda mais alto!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 02.05.2008 - 13.28h

 

"Mulher em Molho de Luar", 68x56cm, Pastel de Óleo sobre Canson

(entre-vidros), Maria João Brito de Sousa, 1999

.

Soneto dedicado ao meu amigo V.A.D., pois nasceu, agora mesmo, de um diálogo online, e a Albert Einstein porque muito provavelmente o subscreveria se estivesse vivo.

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