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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
01
Ago19

DO NADA QUE TENHO AO POUCO QUE SOU

Maria João Brito de Sousa

Cigarrito.jpeg

 

DO NADA QUE TENHO AO POUCO QUE SOU

*

 

“Perdi a esperança, perdi a vontade”...

Tudo, na verdade, perdi da abastança

Vinda da bonança após a tempestade.

Mas tudo se evade que a vida é mudança

 

*

E a ponta da lança é de ferro e saudade...

Mas urdi-me em jade, com perseverança.

Desfiz-me da trança, gritei; Liberdade!,

Da trivialidade moldei a pujança.

*

 

Pouco me sobrando, por dentro me sondo

E vou recompondo do duro, o mais brando,

Até não sei quando, num gesto redondo,

 

*

Janelas que rondo, assim me franqueando

Se sigo teimando, tal qual marimbondo*

Zumbindo e compondo, juntar-me ao meu bando.

*

 

 

Maria João Brito de Sousa – 01.08.2019 – 10.03h

*

 

 

NOTA – O primeiro verso é da autoria de MEA no seu soneto DO POUCO QUE QUERO, QUASE NADA TENHO

 

* Marimbondo (do kimbundo, Angola) – Vespa, vespão

 

 

 

 

 

 

 

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