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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
25
Dez21

MAIS UM NATAL (reedição)

Maria João Brito de Sousa

MAIS UM NATAL
*


Natal! Como se o Céu pudesse agora

Modificar de um sopro a Terra inteira,

Reconstruindo o Mundo de maneira

A decidir quem nasce e a que hora...
*

 

Como se o Sol, que a todos revigora,

Fosse o supremo fim desta canseira

E a luz que dele emana a derradeira

Tábua de salvação de quem cá mora...
*


Natal! Como se as águas não jorrassem,

Como se as terras virgens não pulsassem

Na gestação selvagem dos seus lírios
*

 

Como se as pedras não desmoronassem

Nem as chamas acesas se apagassem

Geladas nos pavios dos gastos círios.
*

 

Maria João Brito de Sousa
*

18.12.2011 – 15.17h

***

 

Imagem - Tela de Candido Portinari

portinari-criança-morta.jpg

17
Dez17

SEGUINDO UM DESAFIO DO POETA JOAQUIM SUSTELO - AQUECE-ME A ALMA

Maria João Brito de Sousa

barca naufragada.jpg

 

AQUECE-ME A ALMA II



Aquece-me a alma, que a trago gelada

E há coisas de nada que a deixam quentinha;

Uma palavrinha bem intencionada,

Lhe basta, coitada, que está tão velhinha



Esta barca minha já desmantelada,

Em terra encalhada, mas do mar vizinha

Que nada adivinha e que sonha calada

Com onda exaltada, sendo ribeirinha...



Aquece-me a alma! Quero navegar

Nas ondas do mar e nas rotas do sal!

Talvez faça mal, mas o meu lugar



É onde eu chegar, não só o areal

Onde Portugal parou para sonhar...

Aquece-me, Mar, porque hoje é Natal!





Maria João Brito de Sousa – 17.12.2017 – 11.12h

 

In horizontesdapoesia.ning.com



 

 

01
Dez17

NATAIS DOS TEMPOS IDOS...

Maria João Brito de Sousa

digitalizar0045.jpg

 

Montei o meu presépio em tempos idos,

Em tempos idos ergui meu pinheiro,

Pois tudo tem seu tempo. Os diferidos

Sempre serão sequelas do primeiro,



Desses originais que estão perdidos;

Nenhum tem o sabor do verdadeiro,

Nunca o mesmo alvoroço dos sentidos

Se faz sentir depois, no corpo inteiro...



Não é hábito meu falar de mim,

Ou, falando de mim, fazê-lo assim,

Como se eu fora o centro deste mundo,



Mas... se digo a verdade, o que fazer?

Chegue, ou não, ao Natal que puder ter,

Nenhum será igual aos do Dafundo...(*)





Maria João Brito de Sousa – 01.12.2017 – 11.21h





(*) Cruz-Quebrada, Dafundo – Antiga Freguesia do Concelho de Oeiras, extinta pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz-Quebrada/Dafundo.

 

23
Dez09

EM TEU NOME

Maria João Brito de Sousa

 

 

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Em teu nome acendi incenso e velas

E o raio de luar desta oração

Que aqui teço e devolvo à devoção

Da minha evocação das causas belas.

 

Em teu nome e no nome do teu nome

Lavrei estas palavras que te entrego

E tudo o que em palavras eu delego

É esta causa imensa como a fome.

 

O meu último esteio foi quebrado

E oiço um estranho silêncio inacabado

Perpetuando, sempre, a voz do tempo.

 

Cravo então, em silêncio, o meu arado

E sigo pela vida, sem cuidado,

Porque a Vida, afinal, é um momento.

 

 

Maria João Brito de Sousa - 23.12.2009

 

 

 

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