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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
26
Dez25

NATAL

Maria João Brito de Sousa

Espaço Memória 2024 II.JPG

Na Associação Espaço Memória fotografada por Carlos Ricardo

*

NATAL
*

A neve cobre o monte iluminado

Nas palhas o menino adormecido

Os sinos com um toque enternecido

Espalham o evento encantado
*

Nasceu já o menino anunciado

Deitado sobre a cama e aquecido

Embora sem ter roupas e despido

Mas com todo o calor do povoado
*

Natal, é nascimento e alegria

Para que seja assim no dia a dia

Com glória, com fartura e riqueza
*

Acabe-se a miséria, finde a guerra

Que haja sempre alimento sobre a terra

Para acabar a fome e a pobreza
*

Custódio Montes
***

"Para acabar a fome e a pobreza"

Será que um Natal basta? Não sei não,

Mas tem-se, nesta noite, essa ilusão

Ainda que em momentos de incerteza...
*


Instantes de amargura ou de tristeza

Podem render-se face à tradição,

Mas não esqueçamos quem não tem nem pão

Pra no Natal levar à sua mesa
*


Ou quem balas recebe por presente

Não por ser menos gente do que a gente

Mas porque a guerra pode sempre mais...
*


Se quem com espada mata à espada morre,

Porque é que este horror todo ainda ocorre,

Porque é qu`inda ouço o mundo inteiro aos ais?
*


Mª João Brito de Sousa

24.12.2025 - 19.20h
***

 

 

 

25
Dez21

MAIS UM NATAL (reedição)

Maria João Brito de Sousa

MAIS UM NATAL
*


Natal! Como se o Céu pudesse agora

Modificar de um sopro a Terra inteira,

Reconstruindo o Mundo de maneira

A decidir quem nasce e a que hora...
*

 

Como se o Sol, que a todos revigora,

Fosse o supremo fim desta canseira

E a luz que dele emana a derradeira

Tábua de salvação de quem cá mora...
*


Natal! Como se as águas não jorrassem,

Como se as terras virgens não pulsassem

Na gestação selvagem dos seus lírios
*

 

Como se as pedras não desmoronassem

Nem as chamas acesas se apagassem

Geladas nos pavios dos gastos círios.
*

 

Maria João Brito de Sousa
*

18.12.2011 – 15.17h

***

 

Imagem - Tela de Candido Portinari

portinari-criança-morta.jpg

17
Dez17

SEGUINDO UM DESAFIO DO POETA JOAQUIM SUSTELO - AQUECE-ME A ALMA

Maria João Brito de Sousa

barca naufragada.jpg

 

AQUECE-ME A ALMA II



Aquece-me a alma, que a trago gelada

E há coisas de nada que a deixam quentinha;

Uma palavrinha bem intencionada,

Lhe basta, coitada, que está tão velhinha



Esta barca minha já desmantelada,

Em terra encalhada, mas do mar vizinha

Que nada adivinha e que sonha calada

Com onda exaltada, sendo ribeirinha...



Aquece-me a alma! Quero navegar

Nas ondas do mar e nas rotas do sal!

Talvez faça mal, mas o meu lugar



É onde eu chegar, não só o areal

Onde Portugal parou para sonhar...

Aquece-me, Mar, porque hoje é Natal!





Maria João Brito de Sousa – 17.12.2017 – 11.12h

 

In horizontesdapoesia.ning.com



 

 

01
Dez17

NATAIS DOS TEMPOS IDOS...

Maria João Brito de Sousa

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Montei o meu presépio em tempos idos,

Em tempos idos ergui meu pinheiro,

Pois tudo tem seu tempo. Os diferidos

Sempre serão sequelas do primeiro,



Desses originais que estão perdidos;

Nenhum tem o sabor do verdadeiro,

Nunca o mesmo alvoroço dos sentidos

Se faz sentir depois, no corpo inteiro...



Não é hábito meu falar de mim,

Ou, falando de mim, fazê-lo assim,

Como se eu fora o centro deste mundo,



Mas... se digo a verdade, o que fazer?

Chegue, ou não, ao Natal que puder ter,

Nenhum será igual aos do Dafundo...(*)





Maria João Brito de Sousa – 01.12.2017 – 11.21h





(*) Cruz-Quebrada, Dafundo – Antiga Freguesia do Concelho de Oeiras, extinta pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz-Quebrada/Dafundo.

 

23
Dez09

EM TEU NOME

Maria João Brito de Sousa

 

 

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Em teu nome acendi incenso e velas

E o raio de luar desta oração

Que aqui teço e devolvo à devoção

Da minha evocação das causas belas.

 

Em teu nome e no nome do teu nome

Lavrei estas palavras que te entrego

E tudo o que em palavras eu delego

É esta causa imensa como a fome.

 

O meu último esteio foi quebrado

E oiço um estranho silêncio inacabado

Perpetuando, sempre, a voz do tempo.

 

Cravo então, em silêncio, o meu arado

E sigo pela vida, sem cuidado,

Porque a Vida, afinal, é um momento.

 

 

Maria João Brito de Sousa - 23.12.2009

 

 

 

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