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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
21
Nov16

GLOSANDO NATÁLIA CORREIA II

Maria João Brito de Sousa

Alecrim vivaz.jpg

 

DE AMOR NADA MAIS RESTA QUE UM OUTUBRO





De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.

 



Natália Correia, in “Poesia Completa”

 

 

ALECRIM VIVAZ

 

 

"De amor nada mais resta que um Outubro".

Abençoado Outubro, este meu fim,

Se inteira refloresço e redescubro

O melhor desta flor que habita em mim!

 

"E sei que mais te enleio e te deslumbro",

Mesmo que as folhas tombem no jardim

Cumprindo o ritual de um estranho culto

Ao qual se opõe, rebelde, o alecrim...

 

 

"Não me acordes. Estou morta na quermesse"

Do que queiras colher, se te parece

Que o rebelde alecrim deu flor sem casta...

 

"Mas quanto mais em nuvem me desfaço"

Mais sábio se me torna este cansaço

E com maior vigor me afirmo: - Basta!

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 20.11.2016 - 12.37h

 

13
Nov16

GLOSANDO NATÁLIA CORREIA

Maria João Brito de Sousa

001.jpg

 

SOBE O PANO

 

Onde se solta o estrangulado grito,
Humaniza-se a vida e sobe o pano.
Chegam aparições dóceis ao rito
Vindas do fosso mais fundo do humano.

 

Ilumina-se a cena e é soberano,
No palco, o real oculto no conflito.
É tragédia? É comédia? É, por engano,
O sequestro de um deus num barro aflito?

 

É o teatro: a magia que descobre
O rosto que a cara do homem cobre
E reflectidos no teu espelho - o actor -

 

Os teus fantasmas levam-te pr`a onde
O tempo puro que te corresponde
Entre as horas ardidas está em flor.

 

Natália Correia.

 

DESCE O PANO

 

"Onde se solta o estrangulado grito"
Das algemadas mãos do desengano,
Redobra em esforço insano, o ser constricto,
Que actua, invicto, até que caia o pano.

 

"Ilumina-se a cena e é soberano"
O esforço (des)humano. Eu acredito
Porquanto a fundo o fito, em"mano a mano",
Qual de nós mais tirano... ou mais aflito...

 

"É o teatro: a magia que descobre"
O primeiro a esvair-se, o que se dobre,
Sobre esse seu reflexo - outro, afinal... -

 

"Os teus fantasmas levam-te pr`a onde"
Nem mesmo esse reflexo te responde...
Desce o pano. O fantasma era o real.

 

 

Maria João Brito de Sousa -13.11.2016 -19.18

16
Abr08

URGÊNCIA

Maria João Brito de Sousa

        À Natália Correia

 

No meu imperativo de criar

Sempre mais, muito mais,

Cada segundo,

Bebo poemas desde o sol raiar

Até se pôr,

P`ra dar descanso ao mundo...

.

E apesar da dádiva serena

Da rotina da luz

Dos nossos dias,

Há uma urgência,

Uma outra urgência extrema!

.

E só para criar mais um poema,

Nesta sede que nunca se alivia,

Nesta fome que, urgente,

Me condena,

Eu deixo o tempo todo em desatino;

.

Acendo o sol na noite,

O luar nos dias,

Por um poema,

Só mais um poema!

 

Maria João Brito de Sousa - 16.04.2008 -11.57h

.

Março de 2007 - Quebrando a orientação original

                            do poetaporkedeusker,

                            um poema de rima livre...

                            

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