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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
18
Mai18

MOAXAHA IV

Maria João Brito de Sousa

ilusão-de-otica-720x340.png

 



MOAXAHA IV



Aos que em tudo acreditam me dirijo.

Corrija quem puder. Eu não corrijo!



Erros de paralaxe. O que serão?

Há que ter disso a mínima noção

E não acreditar de modo vão

Em tudo o que se vê nestas paragens

Onde se (des)constroem mil imagens.



Escorços, pontos de vista, perspectivas,

Visões em túnel, falsas narrativas

E crenças, serão como arestas vivas

Que muitas vezes saltam das mensagens

E te enredam na farsa das miragens.



“Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem.”



Citando Miguel Torga, in DIÁRIO, 1941

 



Maria João Brito de Sousa – 18.05.2018 -12.33h

 

10
Mai18

MOAXAHA AO PÃO

Maria João Brito de Sousa

Pablo-Picasso-The-bread-carrier.JPG

 

MOAXAHA III



AO PÃO



Há quem cozinhe o pão da sua ceia

Na brasa incandescente de uma ideia.



Por vezes, nada, nada nos sacia

Esta fome, esta sede, esta agonia,

Este desassossego, esta avaria

Que, ao consumir-nos, sempre se acrescenta

Ao verso cuja massa em nós fermenta.



Outras vezes, ficamos em pousio

A levedar um pão bem mais tardio.

Sem brasas. Só tições no forno frio

E um nada, um quase nada que alimenta

Quanta razão de um nada se sustenta.



“Não tem asas

a vitória terrestre:

tem pão sobre os seus ombros,

e voa corajosa

libertando a terra

como uma padeira

levada pelo vento.”



Citando Pablo Neruda in “ODE AO PÃO”







Maria João Brito de Sousa – 09.05.2018 – 13.40h





Imagem - The Bread Carrier - Pablo Picasso

 

30
Abr18

UM POEMA QUE NÃO É UM SONETO

Maria João Brito de Sousa

01-sss.jpg

 

MOAXAHA



Eis o meu fruto. Foi este e só este

O que te alimentou enquanto o leste.



Poderá ser-te doce ao paladar

Ou, ao contrário, pode-te amargar,

Mas certa estou que te há-de alimentar

Ainda que a acidez o torne agreste.

Alimentou-te, e bem, quando o mordeste!



Outros não posso dar-te, que os não tenho;

Só estes brotam deste velho lenho

Que embora frágil, tortuoso e estranho,

Te fará recordar o que esqueceste,

Se acaso te esqueceres de que os comeste.





"Pelos seus frutos os conhecereis"



*Citando a Bíblia – Novo Testamento - Mateus 12:33





Maria João Brito de Sousa – 29.04.2018 - 23.28h

 

 

Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia

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