24
Set09
O MOSQUITO NA MESA DO CAFÉ
Maria João Brito de Sousa

A culpa não é dele! É toda minha!
Vem-me um medo irreal, que nem defino,
Quando vejo um mosquito pequenino
A pousar na cabeça da vizinha…
Eu grito, eu pulo como uma tontinha!
Eu entro num completo desatino!
Pode ser erro meu ou do destino
Mas é mesmo a verdade – verdadinha!
Pousa um simples mosquito na parede…
Eis-me numa aflição querendo fugir,
Qu`rendo guardar distância desse ponto…
Perdi, já, toda a fome e toda a sede,
Levanto-me num salto, estou “no ir”…
Foge o pobre mosquito em voo tonto...
:)

