Maria João Brito de Sousa
Fotografia de Nuno Fontinha
*
MAR REDENTOR *
Só o mar que do mar nunca volta
É do rio tanto cais quanto fonte
E na onda que em espanto se solta
Ergue um muro e também uma ponte *
De água azul e de espuma revolta
Entre mim e o longínquo horizonte,
Essa linha amovível que escolta
Cada além que ao meu sonho confronte *
Quando a onda nas rochas quebrando
Vem dizer-me que o mar ora é brando,
Ora em fúrias e raivas se exprime *
Digo a medo ou apenas segredo
Que deixei de ter medo do medo
E que o mar mesmo irado redime. *
Maria João Brito de Sousa
04.06.2021 - 09.40h *
publicado às 15:17
Maria João Brito de Sousa
Fotografia de Nuno Fontinha
*
MAR REDENTOR *
Só o mar que do mar nunca volta
É do rio tanto cais quanto fonte
E na onda que em espanto se solta
Ergue um muro e também uma ponte *
De água azul e de espuma revolta
Entre mim e o longínquo horizonte,
Essa linha amovível que escolta
Cada além que ao meu sonho confronte *
Quando a onda nas rochas quebrando
Vem dizer-me que o mar ora é brando,
Ora em fúrias e raivas se exprime *
Digo a medo ou apenas segredo
Que deixei de ter medo do medo
E que o mar mesmo irado redime. *
Maria João Brito de Sousa
04.06.2021 - 09.40h * ** Soneto em verso eneassilábico
publicado às 09:53
Maria João Brito de Sousa
MAR REDENTOR *
Só o mar que do mar nunca volta
É do rio tanto cais quanto fonte
E na onda que em espanto se solta
Ergue um muro e também uma ponte *
De água azul e de espuma revolta
Entre mim e o longínquo horizonte,
Essa linha amovível que escolta
Cada além que ao meu sonho confronte *
Quando a onda nas rochas quebrando
Vem dizer-me que o mar ora é brando,
Ora em fúrias e raivas se exprime *
Digo a medo ou apenas segredo
Que deixei de ter medo do medo
E que o mar mesmo irado redime. *
Maria João Brito de Sousa - 04.06.2021 - 09.40h
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Fotografia de Nuno Fontinha
publicado às 09:49