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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
30
Mar10

A CEGADA DO BICHO-PAPÃO

Maria João Brito de Sousa

 

 

Uma Santa Páscoa a todos os amigos que tentei, mas não consegui, contactar por email...

este PEC do Sapo não está a ser lá muito pacífico, tenho sérias dificuldades em aceder ao Poetaporkedeusker e é-me praticamente impossível publicar. Ainda por cima

vou estar ausente durante vários dias por dupla imposição da data e de duas consultas hospitalares.

Muita criatividade para todos vós!

 

 

A Loucura, por vezes, faz-nos falta

Na esquina por dobrar de uma razão...

Reaceso o rastilho da paixão

Reaprende-se o mar na maré-alta.

 

Ali, em plena arena, o velho salta

Sobre a tampa irreal do alçapão

Onde mora esse tal Bicho-Papão

Que mete muito medo a toda a malta...

 

Já quase no final da estranha cena,

Um corvídeo qualquer, batendo as asas,

Diz que a peça não presta - e não tem pena! -

 

Uns tantos que o seguiram, destemidos,

Debandam, tentam ir pr`a suas casas,

Mas caem pelo chão, já sem sentidos... 

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

27
Set08

QUE ESTRANHA LOUCURA A MINHA V, VI E VII

Maria João Brito de Sousa

À PORTA DO ESPELHO

 

Precisamente um sonho! Um sonho só

E um dom ou uma dádiva - sinónimos...

Dispersa-me em milhões (serão het`rónimos?)

E abraça-se a mim fechando o nó.

 

Precisamente e só um sonho louco,

Que me enlaça, me prende e me seduz,

Aceso em mim... e tudo se reduz

Ao muito que sei ter, tendo tão pouco...

 

Nesta abundância vivo e comunico

E tenho muito mais do que o mais rico

Porque vivo do amor que tudo tem...

 

Aqui, nesta loucura abençoada,

Percorro, neste mundo, a minha estrada

Por dentro de mim mesma e sem ninguém...

 

A EXULTAÇÃO DO ESPELHO

 

Eu ergo-me do chão, meu velho amor!

Da força deste meu eterno abraço

À doce solidão na qual me enlaço

E reinvento a vida em nova cor...

 

Sou árvore caída que se ergueu,

Que germinou da pedra e estendeu ramos

E vou continuar (todos nós vamos...)

Por onde me levar um sonho: - O meu!

 

Sou palimpsesto deste humano fruto,

Sou êxtase da vida e sou produto

De quantos ideais o mundo oculta.

 

Sou eco da palavra e sou reflexo

Do espelho que devolve o meu amplexo:

- Selvagem, louca, louca... (o espelho exulta!)

 

A ACEITAÇÃO DA LUA

 

A aceitação da lua é paradigma,

É este anoitecer na vertical

Cumprindo o seu sereno ritual

Na estranha condição de ser enigma.

 

A aceitação da lua em seu abraço

É bênção, oração, serenidade,

É este alheamento da vontade

Na absurda languidez em que me traço.

 

Eu, loucamente lua, mas serena,

Solene comunhão da minha pena

Com essa luz de leite, branca e pura.

 

Eu sei que a lua-mãe comanda a vida,

A hora da chegada, a da partida,

A própria aceitação desta loucura...

 

 

Imagem - "Fio de Prumo", Aguarela e Pena

                 Maria João Brito de Sousa, 2002

 

26
Set08

QUE ESTRANHA LOUCURA A MINHA II, III E IV

Maria João Brito de Sousa

VIRTUALMENTE ALICE...

 

Há dúvidas, arrobas, asteriscos,

Mil coisas irreais que desafiam,

Que nem anjos sequer pressentiriam,

Mas que já me fizeram correr riscos...

 

Há coisas de estranheza desmedida

Como a "diagonal das verticais"

E outras que parecem ser reais

Mas que não são sequer formas de vida.

 

Há coisas que parecem ser ideias

Com / fusas, semi-fusas e colcheias

A saltitar na pauta semi-breve...

 

Alice no País-dos-Pesadelos

Que trinca, alegremente, os cogumelos

E vai fazendo tudo o que não deve...

 

O PLANETA DO FAZ-DE-CONTA

 

Faz de conta que é tudo, exactamente,

Igual ao que já foi quando era "dantes".

Faz de conta... e moinhos são gigantes!

Basta-me um "faz-de-conta", urgentemente.

 

Faz de conta que vejo o que não vejo

E que tudo o que vi, nunca foi visto!

Se neste Blogomar a vida é isto,

Faz de conta que brinco e que gracejo.

 

Faz de conta que sinto sem sentir...

(mas eu não minto e nunca sei fingir, 

por isso faz de conta que não sinto...)

 

Faz de conta que sei sem o saber

E tudo o que farei será escolher

Entre a razão mais pura e o instinto...

 

PERSISTÊNCIAS

 

Mais triste do que as coisas muito tristes,

Distante, lá no cume das ausências,

Dispersa e dividida entre emergências,

Pensando pr`a comigo: -Tu desistes!

 

E surge este não-sei-dizer-o-quê

(combustível de alento derradeiro,

ideal e contudo verdadeiro...)

Que supera esta dor que ninguém vê

 

E me transporta à vida, às alegrias!

Estranha força motriz destes meus dias

Que não desiste nunca e nunca pára!

 

É porque Deus o quer, tenho a certeza,

Que esta minha selvagem natureza

Persiste e em tudo nasce e se declara!

 

A Lewis Carrol

 

Imagem retirada da internet

 

25
Set08

QUE ESTRANHA LOUCURA A MINHA...

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

Louca! Honestamente, eu fiquei louca!

(e mesmo que não esteja, convém estar...)

A loucura permite flutuar,

Navegar neste mar sem usar roupa...

 

E louca vou criando e navegando

No estranho blogomar que Deus me aponta

Porque a minha loucura apenas conta

Se eu deixar de assumir o Seu comando.

 

Por quanto estranho escolho eu já passei,

Por quanta tempestade eu enfrentei,

Eu nutro uma secreta afeiçãozinha...

 

São sentimentos sem qualquer razão,

Que SINTO mas não sei dizer se são

Efeitos desta tal loucura minha...

 

12
Abr08

LOUCURAS...

Maria João Brito de Sousa

 

Loucura... é tão saudável a loucura

Quando desperta em nós feita amizade...

Brinca connosco, afasta essa ansiedade

Que tantos `inda pensam não ter cura...

.

Acende-se uma chama solidária;

Lá voltamos a ser os Mosqueteiros,

A bater-nos por sonhos verdadeiros

Contra uma sujeição totalitária...

.

Quantas vezes ser "louco" é ser melhor,

É dar mais cor à vida, é ser mais puro,

Parar de dar ouvidos às mentiras

.

E adornar a palavra, usando a cor,

Ou albergar, cá dentro, outro futuro

Que vence, no presente, humanas iras...

.

 Colares,12.04.08 - 09.30h

.

A todos os que ontem visitaram o poetaporkedeusker. A todos os que, a partir de hoje, o continuarem a visitar.

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