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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
29
Ago17

GLOSANDO JOÃO MOUTINHO II

Maria João Brito de Sousa

Julio.jpg

 

SONHO SOLTO

 

Sento-me, só, no colo das ideias

Do verso branco que não sei parar…

Sinto o dilatar de todas as veias

Que pulsam em mim, sem me sossegar

 

Todos os elos, todas as cadeias,

Todas as ondas me vão navegar

E desaguar nas mesmas areias

Do mesmo sol-pôr, do mesmo luar

 

Cavalgo as marés da tua ternura

Nas dunas de pele que quero sorver…

Saciando a sede na tua candura

 

O sonho só solto ao anoitecer

No amanhecer da minha loucura

No verso de amor que não vou escrever

 

João Moutinho



POR ELA



“Sento-me, só, no colo das ideias”,

Enlaço-me nos braços da Razão

E, apagada a chama das candeias,

Confronto a minha humana condição;



“Todos os elos, todas as cadeias”,

Todas as formas de escravização,

São coisas que não sabes, mas premeias,

Não por palavras, mas por omissão.



“Cavalgo as marés da tua ternura”

Quando descanso e sempre que puder,

Mas assim que a Razão sonda e perfura



“O sonho só solto ao anoitecer”,

É por ela que aceito esta ruptura

E, por ela, só dela passo a ser.

 



Maria João Brito de Sousa – 28.08.2017 – 11.58h

 

 

Desenho de Júlio (irmão do poeta José Régio)









 

24
Jun17

GLOSANDO JOÃO MOUTINHO

Maria João Brito de Sousa

13373039261.jpg

 

AGORA II

 

Agora, diz-me tudo o que quiseres

Agora, é o momento de sentir

Agora, não desfolho malmequeres

Agora, é o instante de sorrir

 

Agora, é uma pressa que tu queres

Agora, é outro passo no porvir

Agora, é outra seta que desferes

Agora, nem me chegas a ferir

 

Agora, já passou, já é futuro

Agora, foi o tempo que perdi

Agora, se quiser, posso ser puro

 

Agora, não importa o que vivi

Agora, já não posso ser mais duro

Agora, já não sei viver sem ti

 

 

João Moutinho



MORDENDO O ALHEIO FRUTO



“Agora, diz-me tudo o que quiseres”,

Agora, e não depois, te glosarei,

Agora, bem sabendo que preferes

Que apenas prove e diga que gostei.



“Agora, é uma pressa que tu queres”

E foi precisamente onde eu parei,

Agora, vou esquecer quanto opuseres

Aos versos que, na pressa, te roubei.



“Agora, já passou, já é futuro”

Agora, sem pedir - nada pedi... -,

Tomo posse daquilo que capturo.



“Agora, não importa o que vivi”,

Mordo o poema urgente e já maduro

Que sem pedir licença aqui colhi.





Maria João Brito de Sousa – 24.06.2017 - 09.15h

 

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