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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
06
Abr18

UM FADO À MINHA PORTA

Maria João Brito de Sousa

paularegoserigrafiaorignalofado_thumb.jpg

 

 

UM FADO À MINHA PORTA



Quando um fado vier bater-me à porta

Não lhe peço respostas prá razão

Que faz da voz magoada em que se exorta

Mais do que simplesmente uma canção.



Se a sua silhueta se recorta

Na escada onde se apoia ao corrimão

E vislumbro a guitarra que transporta,

Abro-lhe a porta, não lha fecho, não.



Talvez, por uma tarde, conversemos

De coisas que ninguém tem de saber,

Talvez me contagie e então cantemos



Aquilo que em poema acontecer,

Ou talvez simplesmente ambos sonhemos

Até Morfeu chegar pra nos render.

 



Maria João Brito de Sousa – 06.04.2018 – 11.10h

 



NOTA – Na sequência do soneto “Há Algo no Fado”, da autoria de MEA.





 

17
Mar14

SONETO A UM FADO VINDO DA CASA AO LADO

Maria João Brito de Sousa

 

(Em decassílabo heróico)

 

Eu quero-te abraçar na voz cantante

De um soneto qualquer desmoronado

Em pavimento alheio, à hora errante

De um tropeçar que é sempre inusitado

 

E, depois, confessar, já confiante,

Que, às vezes, também sei cantar-te em fado,

Desses menos banais, mas “navegante”,

Dos que andam pelo mar, no mar criado…

 

No beijo que te dou, canção distante,

Acidental, mas firme em teu traçado,

Direi, agora, ser desconcertante

 

A palavra a brotar do som escutado

Que se me veio impor no justo instante

Em que te ouvi trinar, na casa ao lado

 

 

Maria João Brito de Sousa – 07.02.2014 – 18.21h

23
Nov10

FADO MUDO - sonetilho

Maria João Brito de Sousa

 

O meu fado não tem fado,

Nem tem cama onde dormir;

Só o escuta quem, calado,

O procure e o saiba ouvir…


Se, às vezes, soar magoado,

Se vos parecer pedir,

É, na verdade, culpado

De quanto faça sentir…


O meu fado é solitário;

Se abraçasse uma guitarra,

Seria pr`a desmentir-se


Dizendo tudo ao contrário,

Cortando a última amarra,

Pr`a, no fim, poder sumir-se…

 

 


Maria João Brito de Sousa

 

 

IMAGEM - "O Fado", Paula Rego

 

 

 

 


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