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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
18
Jun10

CANTO DE AMOR

Maria João Brito de Sousa

 

Quando canto o Amor, eu canto a Vida,
Sobrevivendo à dor de cada dia
E é meu canto a simples despedida
Deste lado da Vida em que eu vivia...

Soa o meu canto e afasta-se, perdida,
A mais elementar desarmonia
Porquanto este meu espanto dá guarida
À esperança, a crescer, de um novo dia... 


Se canto é porque o canto em mim desperta
A sede de cantar que é tão mais forte,
Quão forte for o canto que a motiva

E, pelo canto, eu parto à descoberta
Dos horizontes do meu novo norte
Com a plena certeza de estar viva!


Maria João Brito de Sousa

 

 

 

NOTA - Soneto inspirado num soneto com o mesmo nome de Efigênia Coutinho, Presidente Fundadora da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores www.avspe.eti.br/

03
Mar10

TANGO

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

 

Um tango… só o posso conceber

Num contexto profundo e passional,

Temperado de emoção quase irreal

Na descontinuidade do meu ser…

 

Entre beijos – ou ódios e traições? –

Num abraço que excede a sua essência,

Desdobra-se esse tango à transparência

Dos rostos despojados de emoções.

 

Revela-se um desejo imponderável

Na lâmina de um gesto tão preciso

Que ultrapassando a música se estende

 

Por corpo e alma  de onde, inconfessável,

Desabrocha, por fim, esse sorriso

Que, amargo e doce, o tango reacende…

 

Maria João Brito de Sousa - 03.03.2010 -11.39h

 

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

 

 

Soneto feito para http://www.avspe.eti.br/eventos/eventotango/lista.htm

22
Fev10

UM PEQUENO POEMA COMEMORATIVO DA MINHA ENTRADA NA AVSPE

Maria João Brito de Sousa

 

 

 

Depois das palavras

Vêm mais palavras

E outras mais ainda

Num nunca acabar

Das etéreas lavras

- mas não como escravas! -

Da colheita infinda

Que se vai lavrar…

 

Somam-se as que chegam

Às que já floriram

Nesse somatório

De humana colheita…

Palavras que legam

Àqueles que as ouviram

Mais um repertório,

Mais uma receita…

 

Umas são felizes…

Outras, apressadas,

Nem vêem que as outras

Também vão chegando…

Muitas com raízes

São, porém, aladas

Pois parecem loucas,

Nunca sabem “quando”…

 

Percorrem caminhos,

Saltam continentes,

Atravessam mares,

Escalam cordilheiras…

Vão deixando ninhos

Com seus descendentes

Que cruzam os ares,

Que ignoram fronteiras…

 

Palavras, contudo,

Não dispensam gestos,

Sorrisos, olhares

E abraços também!

Um poema mudo

Faz-se até de restos

Mas sobe aos altares…

Voa Língua Mãe!

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

 

Este poema em nada se assemelha a um soneto, mas foi ele que me nasceu para comemorar e agradecer a minha recente entrada na Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores e decidi dar-lhe honras de blog principal. É dedicado a todos os poetas que "cantam" a língua portuguesa.

 

http://www.avspe.eti.br/

 

http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm

 

 http://www.avspe.eti.br/indice.htm

 

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