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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
07
Jul16

AUTO-RETRATO MUITÍSSIMO IRÓNICO II

Maria João Brito de Sousa

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(Soneto em decassílabo heróico)

 

Carente? Sou, mas nunca de conselhos;
Só da matéria-prima necessária
À minha natureza proletária
Que quer morrer de pé, não de joelhos!

 

Tão pouco o sou de afectos, porque os velhos
E os poetas são, de sorte vária,
Capazes de engendrar paixão contrária
À superficial, vendida em espelhos...

 

Carências? Tenho tais e tão prementes
Que alguns duvidam - mesmo os mais carentes...-
Que eu possa ser carente, se o não for

 

Das coisas que uns entendem mais urgentes,
Como abraços, sorrisos, flor`s e dentes
E, para culminar, beijos de amor...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 04.07.2016 - 17.23h

 

 

 

29
Jun16

AUTO-RETRATO MUITÍSSIMO IRÓNICO

Maria João Brito de Sousa

 

 

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(Soneto em decassílabo heróico)

 

Dez-reis de gente... a cinza dos cabelos

Gritando ao mundo o estágio da velhice

Que a pele, ainda lisa, lhe desdisse

Por obra e graça dos seus desmazelos,

 

Pois nem sequer cuidou de nunca tê-los,

E o tempo que não pára - que chatice! -

Fugir-lhe-á antes que a "pieguice"

Se lhe adiante aos versos que achar belos...

 

Dez-reis-de-gente-de-trazer-por-casa

Que, sem a casa, nem sequer vai ser

Esses dez-reis de entulho em maré-vaza

 

Que lhe couberam quando ousou nascer...

Ah, quando ousar morrer, decerto "arrasa",

Mas, certamente, só se ousar morrer!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 24.06.2016 - 12.23h



 

14
Fev13

AUTO RETRATO CARNAVALESCO... OU QUASE...

Maria João Brito de Sousa

Magriça, olhar tranquilo, um dente em falta,

Loquaz no gesto largo e comedido

É, qual gato de rua em chão perdido,

Que age as mui raras vezes que s`exalta

 

Porém nunca ofensivo dela salta

Insulto qu`anteceda um desmentido

Por falta de razão, por sem sentido,

"Tramar", à revelia, alguém "da malta"

 

Assim se viu num dia em que acordou

Disposta a confessar-se e lhe faltou

Suporte digital em que o fizesse

 

E desta folha branca se apossou

Lavrando nela os versos que encontrou

Pr`a descrever-se em tom que lhe aprouvesse

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 11.02.2013 - 12.21h

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