A APOLOGIA DA VITÓRIA

Amigo, eu nem sei bem o que te devo,
Se te devo, sequer, seja o que for…
Sei que paguei em bagas de suor
Cada alheia palavra que aqui escrevo.
Não sei se é nas palavras que me elevo
Ou se nem delas eu posso dispor…
Deixei p`ra outra as asas de condor,
As charnecas em flor, o doce enlevo…
As minhas são de pomba ou de albatroz,
Urbanas ou marítimas, modestas…
Breves voos os seus, sem estro ou glória.
Trago, no sangue, heranças dos avós
E, ao rir-me nestas horas mais funestas,
Recrio a apologia da vitória…
Nada como saber, em primeira mão, directamente do recém encerrado Bar da Nuvem, as últimas novidades sobre a "Gripá" ou sobre a "ASAI"...

