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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
10
Mai18

AMOR E DOR NAS FALDAS DO ARARATE

Maria João Brito de Sousa

ARARATE.jpg

 

AMOR E DOR NAS FALDAS DO ARARATE



Chegando ao Ararate, Amor e Dor,

Sentaram-se, cansados da jornada.

Olhando o Monte, a Dor ficou sarada

E, de contente, quis curar Amor;



Repara, Amor, que estava bem pior

Antes de iniciar a caminhada,

Que, olhando o Monte, foi-se-me a pontada,

Que sinto despontar força e vigor!



Vem ver, para que o mal nunca te chegue,

Para que a dor, ao ver-te, se te negue,

E não haja doença que te mate!



Ouviu-a, Amor. Olhou. Perdeu-se olhando.

Voltou sozinha a Dor, de dor chorando

Por perder-se de Amor nesse Ararate.





Maria João Brito de Sousa – 10.05.2018 – 18.46h

 

17
Jun16

SE AMOR DISSECO... IV

Maria João Brito de Sousa

Amor disseco.jpg

 

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

I

 

Ai, se um qualquer Mostrengo abocanhasse

Meus frágeis ossos velhos, gastos, fracos,

E, toda inteira, me deixasse em cacos,

Sem que eu fugisse, ou mesmo ripostasse,



Ou - ainda pior! - se eu suportasse,

Uns dentes feros, grossos como tacos,

Que me arrancassem três ou quatro nacos

Da muita, ou pouca, carne que sobrasse...



II



Disseco Medos, para além de Amor

E, sem dar troco a seja lá quem for

Que venha, lesto, pr`a calar-me agora,



Descubro ainda, sem qualquer pudor,

Da(s) causa(s) "prima"(s), cada dissabor

E, nas mãos de Eva, gestos de Pandora...



Maria João Brito de Sousa- 11.06.2016 - 19.23h

 

 

12
Jun16

SE AMOR DISSECO... II

Maria João Brito de Sousa

450px-Relação_da_viagem,_e_Naufragio_da_nao_S._P

 

(Soneto em decassílabo heróico)

 

Se tanto teve e, por Amor, a privas

De dar-se um pouco, para além de amar,

Como pudeste, sem razão, privar

A quem te amou nas horas mais excessivas

 

De outras paixões, que teve de calar,

Concretas, muito embora criativas,

Mas fortes, persistentes, compulsivas...

E a todas ignorou, pr`a te agradar?

 

Eu, quando Amor disseco sem parar

E mais me encontro enquanto dissecar

Amor, nos corações das coisas vivas,

 

Recordo, Amor, que qu`rendo-te abarcar,

Não me encontrava, a mim, neste meu Mar

Que, hoje, de Amor, me ergueu vagas altivas...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 10.06.2016, 19.30h

 

13
Nov15

MEU PINHEIRO MANSO, MEU FIGUINHO-LAMPO...

Maria João Brito de Sousa

FIGUEIRA.jpg

 

(Soneto em verso hendecassilábico)

 

 

Meu celeiro farto, meu pinheiro manso

Que choras se parto, calo ou me desdigo,

Meu pinheiro amigo, meu seguro abrigo

Onde, havendo p`rigo, me escondo e descanso

 

De um bulício antigo que nem sempre alcanço;

Porta sem postigo, falta sem castigo,

Figueira onde o figo sabe que o bendigo

Por ser só comigo que dança, se eu danço

 

Doce figo lampo que uma mãe-figueira

Me of`receu trigueira, lesta, rotineira

E que ao dar-se inteira se me foi tornando

 

Materno alimento, carne, irmã ceifeira

De espiga engendrada nesta fértil leira

Tão mais derradeira quão mais vai faltando.

 

 

Maria João Brito de Sousa - 12.03.2015

 

 

 

(Soneto em reedição, ligeiramente modificado - À minha morada)

 

 

18
Abr13

SONETO DE AMOR À LÍNGUA PORTUGUESA

Maria João Brito de Sousa

 

(Em decassílabo heróico)

 

 

 

Sussurra-me, esta voz que me acompanha

E aqui se assume inteira e colectiva,

Um gesto que em palavras se desenha

Pr`a cumprir-se em canção; sonora e viva!

 

Então, como se a voz me fora estranha,

Dona de autonomia e quase altiva,

Flui por mim toda até que em mim se entranha

Pr`a me deixar, depois, de si cativa…

 

Mil palavras me nascem no momento

Em que faço da voz discernimento

E amor à língua-mãe que me norteia

 

Porque ela me ultrapassa em “sentimento”

E consegue dar voz ao que nem tento

Se acato o que outra língua em mim cerceia…

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa -17.04.2013-18.32h

 

09
Fev12

DO AMOR PARA ALÉM DE NÓS

Maria João Brito de Sousa

 

Que deste amor, de havê-lo amado “além”,

Me sobre, em estro, a voz para o cantar,

Pois sendo amor mais vasto e mais lunar,

Transcende o que me venha de outro alguém…

 

Se me não sei explicar, se mais ninguém

Humanamente o pode adivinhar,

Explicá-lo-ei à Terra, ao fundo mar,

Ao claro, imenso azul que nos contém

 

E, quando falte azul, sobrar-me-á

Desta imensa, insurrecta, convicção,

No arquivo de insondáveis da memória,

 

Isto que, para mim, perpetuará,

Em colorida-ambígua tradução,

A sintetização da nossa história…



 

 

Maria João Brito de Sousa – 09.02.2012 – 19.13h



NOTA - Soneto totalmente reformuladoa 15.06.2015

 

 

 

 

 

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