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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
25
Abr25

O TAL VINTE E CINCO

Maria João Brito de Sousa

cravo vermelho (1).jpg

O TAL VINTE E CINCO
*

 

Aos vinte e cinco foi dia

Quando era de madrugada

E nesse dia a alegria,

Toda a alegria que havia,

Explodiu quando libertada
*


Aos vinte e cinco chorou-se

Pelo motivo contrário

Ao que o estado novo trouxe:

Aos vinte e cinco cantou-se,

Sonhou-se um poder operário!
*


Tantos mil, fomos vontade,

Que num grito, um grito só,

Saudámos a liberdade,

Todos em pé de igualdade

E a pisar o mesmo pó,
*


O pó de todas as ruas

Metro a metro percorridas

Por chaimites, por charruas...

E sonhei, ou vi faluas

Trocar mar por avenidas?
*


Aos vinte e cinco, sonhámos,

Aos vinte e cinco sentimos

O sabor do que criámos

E desse dia guardámos

O que hoje não permitimos
*


Depois? Depois aprendemos,

Porque, pouquinho a pouquinho,

Percebemos que o que temos

São sobras do que fazemos,

Mas mais ninguém está sozinho,
*


Por isso é que sempre urgente

Lutar mais, com mais afinco,

Lutar, tendo bem presente

Que há sempre quem rosne à gente

Que fez o tal vinte e cinco!
*

 


Maria João Brito de Sousa

23.04.2018 – 09.46h
***

25
Abr22

25 DE ABRIL , SEMPRE!

Maria João Brito de Sousa

cravo vermelho.jpg

25 DE ABRIL, SEMPRE!
*

 

Chegou enchendo as ruas da cidade
E pintou cada casa de vermelho
Deixando que um do outro fosse o espelho
Que em cada um espelhava a liberdade
*


Semeou as sementes de igualdade
Nas já cansadas mãos de cada velho
E do jovem também, sem um conselho,
Que tempo nunca teve, ou mesmo idade...
*


A todos pertencia e, por igual,
De todos foi repasto e comensal
Na grande mesa da libertação
*


Fomos nós, Povo, quem o conquistou
E cabe-nos lembrar que, se murchou,
Reavivá-lo está na nossa mão!
*

 

Maria João Brito de Sousa

24.04.2020 - 10.30h
***

(Reedição)

25
Abr21

25 DE ABRIL - Relembro

Maria João Brito de Sousa

CRAVO.jpeg

 

 

RELEMBRO

*

Relembro um rio que em gesto resoluto

Cresce em caudal e soma em quantidade

A mesma urgência com que agora eu luto

E me dá força enquanto houver vontade;

*

 

Porque um poder perverso e dissoluto

Se nos impõe, esmagando a dignidade,

Sejamos fio de outro qualquer soluto

Que, em nos enchendo, engendre outra vontade!

 *

Relembro o sangue em veias indomadas

E esta emergência em nós, sempre crescente,

Que nos transforma as mãos mais desarmadas

 *

Em espada erguida sobre o prepotente

Que ensombra as águas vivas, libertadas,

Duma outra força antiga e sempre urgente!

 *

 

Maria João Brito de Sousa – 15.04.2014 – 10.39h

*

 

Ao povo português que, desobedecendo a uma ordem directa, invadiu as ruas em 25 de Abril de 1974 e transformou um golpe militar numa verdadeira revolução.

 

24
Abr20

25 DE ABRIL, SEMPRE!

Maria João Brito de Sousa

25 de Abril - do Relógio de Pêndulo, 2020.jpg

25 DE ABRIL, SEMPRE!
*

 

Chegou enchendo as ruas da cidade,
Pintando cada casa de vermelho,
Deixando que um do outro fosse o espelho
Que em cada um espelhava a liberdade.

*


Semeou as sementes de igualdade
Nas já cansadas mãos de cada velho
E do jovem também, sem um conselho,
Que tempo nunca teve, ou mesmo idade.

*


A todos pertencia e, por igual,
De todos foi repasto e comensal
Na grande mesa da libertação.

*


Fomos nós, povo, quem o conquistou
E a nós cabe lembrar que, se murchou,
Reavivá-lo está na nossa mão!
*

 

Maria João Brito de Sousa -24.04.2020 - 10.30h

 

Imagem carinhosamente roubada do blog Relógio de Pêndulo

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