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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
26
Nov12

SONETO PARA UM SONHO QUE SONHEI - Em decassílabo heróico

Maria João Brito de Sousa

 

Depois de uma janela, outra janela

Se abriu de par em par, nesse protesto…

Mil se abriram depois, fazendo o resto,

Assim que a voz do sonho ecoou nela!

 

Completo, nasce o sol, derruba a cela,

Infiltra-se-lhe a luz no duro asbesto

E, nessa convicção que ao sono empresto,

Traduz-se-me em vontade enchendo a tela…

 

Transmutada a janela em peito aberto,

Fosse essa luz descrita a voz roubada

À vivência de um tempo insano, incerto,

 

Estaria essa vitória bem mais perto

E já se glosaria, em qualquer estrada,

Invicta, esta alegria em que eu desperto!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 24.11.2012 – 09.39h

 

 

 

 

Imagem retirada da net, via Google

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

26
Abr08

TRÊS SONETOS DE ABRIL

Maria João Brito de Sousa

 

UM DIA... FEZ-SE ABRIL!

 

Um dia eu fui poema e fui palavra!

Um dia eu floresci nas carabinas

E semeei canções pelas esquinas

Como quem enfim colhe o que em si cava!

 

Um dia eu fui mais longe e mais além

E acendi minh` alma e cantei mais!

Um dia eu fui dif`rente entre os demais...

Um dia...  fui feliz como ninguém!

 

Agora Abril é hoje, Abril é sempre!

Abril é cada dia em que eu viver

Com a alma a sorrir num sonho em flor

 

Pois fez-se Abril, um dia... e fui semente,

Fui sonho e liberdade a florescer,

Partilha, comunhão, renovo e cor!

 

Maria João Brito de Sousa 

 

ABRIL EM NÓS

 

Havia tanto azul por inventar

Neste país amorfo e tão cinzento...

E um grito germinou deste lamento,

Nma voz que ninguém pôde calar...

 

Havia Abril em nós, mas sufocado,

Um Abril estrangulado e por nascer,

Que levedava em nós, sempre a crescer,

Pujante, inevitável, adiado...

 

Neste país com medo em cada voz

Onde sonhar-se um sonho era punido

Com grades de prisão, dor e tortura,

 

Nasceu, um dia, Abril em todos nós;

Bendito seja o sonho enfim cumprido

Por quanto desse Abril em nós perdura!

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

UMA FLOR CHAMADA LIBERDADE

 

Aonde, ó estranha flor que em mim floresces,

Dessa tua raíz, a nova urgência?

Em pétalas da cor de outra impaciência,

Hás-de ousar ir além, sempre que cresces!

 

Nasceste em dura fraga, ou penedia,

Sempre em busca de um sol que te pertence

E a fraga é sempre a terra onde tu vences

Sobre uma haste de sonho e de utopia

 

Por ser a flor em nós que abraça Abril

Nos braços da raíz dessoutro crer

Que é feito de justiça e de igualdade,

 

E, onde floresça um cravo, há sonhos mil,

E há mais fraternidade a renascer

Sobre este renovar da LIBERDADE!

 

Maria João Brito de Sousa - 26.04.2008 - 12.35h

 

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