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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
14
Fev09

ESCOLHAS E... ESCOLHOS

Maria João Brito de Sousa

ESCOLHAS

 

 

Ah! Não fora tão forte esta certeza

De ter ainda tanto por fazer,

Das coisas por sonhar, por aprender,

Talvez tivesse tempo pr`à tristeza...

 

Talvez não me sentasse em cada mesa

Só pr´a poder criar, poder `screver

(é por isto que nunca irei saber

se seria feliz tendo riqueza...)

 

Desfeita nas palavras sou feliz

Vivendo do que tenho e sempre quis,

Sendo, no fundo, aquilo que Deus quer...

 

Palavras, esses bens que não se esgotam,

Que, passando por muitos que as não notam,

É sempre a mim que acabam por escolher...

 

 

... E ESCOLHOS

 

 

Este ser-como-sou que aqui descrevo,

O ser, exactamente e tal e qual,

Aquilo que vos mostro em virtual,

Este sobreviver de estranho enlevo,

 

Todo este não-sei-quê se pinto ou escrevo,

Eu, este absurdo bicho, este animal,

Que está comigo e que quer ser igual,

É tudo o que vos pago, o que vos devo.

 

Fico, ás vezes, perdida no sentido...

Será que alguma vez terei mentido?

Mas não penso demais... antes sentir!

 

(tantas vezes c`os olhos tão vendados,

por versos "nunca dantes navegados"

e escolhos que eu não soube prevenir...)

 

 

 

Imagem retirada da internet

 

 

29
Abr08

DE PASSAGEM I e II

Maria João Brito de Sousa

 

Passagem! Eu, por cá, estou de passagem!

Passo por esta vida e vou deixando

Sementes do que for congeminando,

Porque assim se me cumpre esta viagem

 

E passo até por ti, que adivinhaste

Meus versos de semente abrindo em flor

Pois assim deve ser enquanto for

Preciso semear no que sonhaste...

 

Passagem! De passagem se semeia,

De passagem se colhe esse sonhar

A despontar em nós que o semeámos,

 

De passagem se vive uma epopeia,

Se rasgam novas rotas pelo mar,

Se sobrevive ao sonho que sonhámos!

.

II

 

Eu passo pelo mar, passo por terra

E é no ar que construo o meu poema

Enquanto, lá de baixo, a vida acena

Com os mistérios que ela ainda encerra

 

E desconstruo o sonho e volto à vida,

Vou decifrando mais e, deslumbrada,

Retomo a minha eterna caminhada

Em direcção à Terra-Prometida

 

Pois passo e no passar é que desvendo

Os segredos do mundo, o que ele murmura

Enquanto o tempo passa como eu passo

 

E quanto mais passar, mais eu aprendo;

É viagem de estudo à sepultura,

Mas nunca passará quanto aqui faço...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 29.04.2008 - 12.27h

 

 

25
Mar08

http://ajudafabio.blogspot.com

Maria João Brito de Sousa


Respondo ao teu sorrir, não digo não!

Quanto pudera em mim `inda engendrar

Seria muito pouco pr`a pagar

Teu límpido sorriso, ó meu irmão!

.

Com pouco, com tão pouco, se faz tanto!

Ainda um ser humano, uma criança,

Nos mostra este sorriso aberto em esp`rança

Que faz ruir o nosso desencanto!

.

Num Blog ao pé de ti, que me visitas,

Há um menino alegre e sorridente

Que sabe o que é viver, o que é sonhar!

.

Por ele traço as palavras mais bonitas

E aponto o caminho a toda a gente

Para que o possam ver e acreditar!

.

14.20h

17
Mar08

O PASSO EM FRENTE...

Maria João Brito de Sousa

 

Num instante tão breve, um sopro só,

Desfaz-se este meu "estar agora aqui"...

No exacto segundo em que o vivi

É já passado o tempo... e não tem dó!

.

A vida "aqui e agora" é um caminho

Que fecha atrás de nós a porta aberta...

Ninguém pode parar (é morte certa!)

Um segundo que seja, um instantinho...

.

E passa, passa o tempo flutuando,

Serpenteia o caminho e ninguém sabe

Se à frente ainda há portas por abrir...

.

Nós vamos caminhando e tacteando...

Só mais uma passada e a porta abre

Na direcção da porta que há-de vir...

.

Este é especialmente dedicado ao Migalhas porque foi ele que o inspirou e a um jovem que a esta hora (a que começou quando escrevi o H e acabou quando escrevi o A...) está sentado, no seu Banquinho, à espera de um sonho...

17.03.08 - 12.37h

 

16
Mar08

(IN)DEFINIÇÕES

Maria João Brito de Sousa

Eu quase nunca entendo o que em mim cresce;

Aceito o que vier, só de o sentir,

Mas prefiro aceitar do que pedir.

Sou semente do Deus que em mim floresce.

.

De humana e pequenina que sei ser

Ascendo à condição de ser Palavra

Por obra dessa força que em mim lavra

Do verbo original, dessoutro CRER

.

Que vai tão mais além do que o que sou!

Pequena, tão pequena que nem sei

Como alcançar os longes que me apontam

.

E deixo-me embalar... e venho, e vou

Entre o que já vos disse e o que direi

Nos versos que encontrei, porque me encontram.

 

Maria João Brito de Sousa - 16.03.2008

.

16.03.08 - 16.36h

28
Fev08

RESSURREIÇÃO

Maria João Brito de Sousa

La risposta è nel vento.JPG

 

 

Verdade! O que vos digo é só verdade!

Por não saber mentir, sou talvez louca,

Embarga-se-me a voz e fico rouca

De tanto vos falar da liberdade...

 

Às vezes sinto dor! Uma ansiedade

Vem do fundo de mim, tapa-me a boca,

Faz-me sentir que a minha  voz é pouca

Pr`a vos tentar  cantar tanta saudade...

 

Depois vem uma Luz que me deslumbra,

Arrebata-me inteira; corpo e alma,

De novo se me torna a voz urgente

 

E assim vivo, entre a Luz e a penumbra,

E nasce outro poema e fico calma

E ressuscito em cada sol nascente...

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

28.02.08 - 15.00h

.

Ao Yodlery porque, de alguma forma, mo sugeriu.

27
Fev08

A BARCA DE CARONTE (Ao Poeta António de Sousa)

Maria João Brito de Sousa

 

Sou, por tua vontade, ó mar ingrato,

Da Barca de Caronte o timoneiro;

Nela percorro o Universo inteiro

Em busca do pecado ou do recato.

 

E, nela, o meu destino, esse insensato,

Me condena ao inferno derradeiro

De eterno comandante e prisioneiro

Da barca a que me prendo, onde me mato...

 

Aqui, neste vai-vem, eu nasço e morro

Mil vezes por segundo em cada dia

Das mil eternidades por chegar

 

E, pr`a mim não há esp`rança de socorro,

Nem porto para a barca da agonia

A que me condenaste, ingrato mar...

 

Maria João Brito de Sousa - 27.02.2008 - 12.54h

 

Na foto, Miguel Torga e António de Sousa

em Coimbra, 1937.

Fotografia retirada do JL de 16.03.1981

 

NOTA - O soneto é de minha autoria e quem, como eu, tivesse vivido junto dele durante tantos anos, saberia que o "vestiu" na perfeição das suas horas mais amargas...

 

24
Fev08

A COR DAS ESTRELAS

Maria João Brito de Sousa

Uma estrela é da cor que existe em nós.

Azul ou amarela... tanto faz!

A cor da estrela muda porque traz

Ecos do nosso olhar, da nossa voz...

.

A estrela tem a cor que Deus quiser,

A cor que for pulsando em nosso peito;

Se o nosso olhar procura o que é perfeito,

Devolve-nos a cor que nele houver.

 

São todas como espelhos pequeninos

A reluzir no escuro firmamento

E enqaunto olhos do céu, às vezes choram,

.

Se ousarem partilhar nossos destinos...

Olhadas em total deslumbramento,

Terão a cor dos sonhos que lá moram.

 

 

Maria João Brito de Sousa - 24.02.2008 - 13.25h

.

Acabadinho de nascer, a pedido do Frágil e com o Alto Patrocínio do

Grande Arquitecto -23.02.08 - 13.25h

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