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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
17
Mar14

SONETO A UM FADO VINDO DA CASA AO LADO

Maria João Brito de Sousa

 

(Em decassílabo heróico)

 

Eu quero-te abraçar na voz cantante

De um soneto qualquer desmoronado

Em pavimento alheio, à hora errante

De um tropeçar que é sempre inusitado

 

E, depois, confessar, já confiante,

Que, às vezes, também sei cantar-te em fado,

Desses menos banais, mas “navegante”,

Dos que andam pelo mar, no mar criado…

 

No beijo que te dou, canção distante,

Acidental, mas firme em teu traçado,

Direi, agora, ser desconcertante

 

A palavra a brotar do som escutado

Que se me veio impor no justo instante

Em que te ouvi trinar, na casa ao lado

 

 

Maria João Brito de Sousa – 07.02.2014 – 18.21h

2 comentários

  • Obrigada, Azor!
    Está a ficar velhote, eheheh...
  • Comentar:

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