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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
09
Out17

SONETO A PRETO E BRANCO

Maria João Brito de Sousa

soneto a preto e branco.jpg

 

Escuridão que te exaltas, arrojada,

no sincelo da carne em que me sou,

mesmo quando de meu não tenho nada,

por mais que nada seja o que te dou,

 

Tens sido sempre a cor da minha estrada

e a noite que os cabelos me enfeitou

quando ao longo da longa caminhada,

nela cresci e o mais me abandonou.

 

Se és ausência de cor, o que me importa?

Serei da mesma cor, que dizem morta,

mas amo a Vida mais do que ninguém

 

E afirmo que nenhuma cor conforta

tanto quanto este negro que recorta

palavras sobre o branco que as contém.

 

 

Maria João Brito de Sousa – 09.10.2017 – 12.07h

 

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