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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
23
Mar24

SEM MÃO QUE A CONDUZA E SEM MUSA QUE A HABITE

Maria João Brito de Sousa

PAZ III (1).jpg

 

SEM MÃO QUE A CONDUZA E SEM MUSA QUE A HABITE
*

 

"Do luar grisalho que há nos meus cabelos"

Fiz uma bandeira que elevei aos céus

Qual imensa pomba de traços singelos

Mas prenhe de anseios tão meus quanto seus
*

 

Um vento mais forte levou tais anelos

Pra longe, tão longe que estes olhos meus

Não mais a reviram... Que sonhos tão belos

Partiram sem rumo e sem dizer adeus...
*

 

Do Sol que hoje queima os meus olhos cansados

Colho agora um raio que os mais são escusados

E aponto ás alturas a luz que ele emite
*


Mas sinais não vejo da pomba/bandeira

Que o vento de um sopro levou toda inteira

Sem mão que a conduza e sem musa que a habite.
*


Mª João Brito de Sousa

23.03.2024 - 12.39h
***

Soneto criado a parir do verso final do soneto "Sol e Vida" da autoria de MEA

 

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