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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
25
Dez15

RAZÕES PARA TODAS AS MÃOS DESTE MUNDO - Sonetilho imperfeito

Maria João Brito de Sousa

O mundo, sem ter razão,

Tem tanta que eu já pensei

Render-me à contradição

Deste mundo em que ela é lei.

 

Faltou-me a razão, porém,

A tão estranhas intenções

E às razões que o mundo tem

Só oponho estas razões;

 

Ao nascer de cada dia

Opõe-se o gesto contrário

Que quebra a monotonia

 

E passa o pão que se cria

Das mãos do Poeta-Operário

Pr´ás mãos que alguém lhe estendia

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 29.09.2011 - 11.30h

 

 

 

NA FOTOGRAFIA - Manuel Ribeiro de Pavia, 1956

7 comentários

  • Imagem de perfil

    Maria João Brito de Sousa 03.10.2011 20:19

    Pronto, Poeta! Quando vinha para casa, deu-se um fenómeno qualquer que eu não sei explicar muito bem mas que deve ter a ver com o facto de o Francês ter sido a minha segunda língua materna e, começaram a nascer-me rimas de sete sílabas métricas. Os erros vão continuar a estar presentes porque eu, ainda por cima, não sei onde pára o meu dicionário de Francês... mas, se quiser ter a bondade de os emendar, eu só lhe agradeço! Aqui vai, segundo as regras, em redondilha maior;


    C`est la façon du poême
    Nous dire, d`une autre façon,
    Qu`il se môque de sa peine
    Pour mieux chanter sa chanson

    Il, en chantant, se proméne
    Dans les bras d`une ilusion,
    Nous parle de la bohême,
    Il ne dit, jamais, que non...

    Mais, quand il est solitaire,
    En changeant sur son contraire,
    Il s`oublie de ces mots

    Car il est comme les nuages
    Qu`en passant sont toujours sages;
    Pleurent sans avoir des yeaux...
  • Imagem de perfil

    poetazarolho 03.10.2011 22:09

    “Nuvens”

    Um poema com sua graça
    E sempre em transformação
    Faz nascer luz da desgraça
    Pr’a melhor cantar a canção

    Não só canta como esvoaça
    Embalado por uma ilusão
    Fala da boémia, não disfarça
    Sem nunca nos dizer que não

    Mas quando se torna solitário
    Facilmente nos diz o contrário
    Promessas esquece de honrar

    Nuvens ensinaram-lhe um dia
    Passando com sua sabedoria
    Que sem olhos podiam chorar.
  • Imagem de perfil

    Maria João Brito de Sousa 03.10.2011 22:49

    Poeta, acredite que eu sou uma daquelas pessoas que n\ao conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo. Estou t\ao @absorvida@ por esta maluqueira de @n\ao sei o qu|e@ que deu no teclado, que n\ao conseguiria fazer uma ]unica quadra... para mim as palavras tamb]em funcionam em termos gr]aficos / e n\ao ]e s]o para mim, enquanto poeta / e esta parvoice toda n\ao me deixa poetar... se souber dizer/me o que ]e e como posso sair disto, agrade;o/lhe muito...
    Abra;o grande!
  • Imagem de perfil

    poetazarolho 03.10.2011 23:20

    Lamento mas de computadores pouco sei, um dos meus filhos também tem o teclado do Magalhães desconfigurado e não sei o que fazer-lhe, vou ter que procurar ajuda.
  • Imagem de perfil

    Maria João Brito de Sousa 04.10.2011 00:52

    Poeta, já tive uma ajudazinha de um amigo que estava online no momento! Funcionou! Vou dar-lhe a "receita" pois pode ser que funcione!
    Desligue o computador e aspire cuidadosamente o teclado. Pode usar um aspirador normal, que foi o que eu fiz. Ligue novamente e reinicie o computador.
    Agora estou é demasiado ensonada para lhe responder... vai ter de ficar para amanhã... a não ser que ainda me dê uma daquelas crises de obstinação :)) e ainda lhe consiga responder a um dos sonetilhos...
    Espero que não tenha ficado muito desiludido com o mau estado de conservação do meu Francês... :)
    Abraço grande!
  • Imagem de perfil

    poetazarolho 04.10.2011 07:23

    O seu Francês está espectáculo, eu é que fiz batota porque construí o meu sonetilho com títulos das canções da Edith, não pratico o Francês praticamente desde que estive na Renault em 1990. Espero que a minha tradução esteja aceitável, tirando o facto de nunca respeitar os aspectos métricos de construcção, nem as sonoridades, nem as rimas, nem ..., desde poeta mesmo zarolho.
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