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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
16
Nov17

PORQUE O CÉU NÃO TEM LIMITES...

Maria João Brito de Sousa

PORQUE O CÉU NÃO TEM LIMITES.jpg

 

(Soneto em decassílabo heróico)



O céu não tem limites, nem fronteiras

E, tanto quanto sei, nem tecto tem,

Mas nem por isso é pobre e verdadeiras

Serão sempre as estrelas, mais além,



Brilhando como tiaras ou pulseiras

Nas frontes e nos pulsos de ninguém,

Pulsando até às vistas derradeiras,

Iluminando tudo e mais alguém...



No céu, hás-de ver estrelas que estão extintas

E nunca as que estão hoje a começar,

Portanto, mundo meu, nunca me mintas;



Não passarei de um raio de luar,

Mas sei avaliar coisas distintas

E tenho estrelas pr`a me iluminar!





Maria João Brito de Sousa – 16.11.2017 – 16.05h



 

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