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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
13
Mai19

O COMBÓIO DAS MINHAS MEMÓRIAS

Maria João Brito de Sousa

O COMBOIO DAS MINHAS MEMÓRIAS.jpg

O COMBÓIO DAS MINHAS MEMÓRIAS

*



Que importa onde o combóio se passeie,

Se é tão belo o local, tão vasto o rio,

Tão alta a ponte que faz do vazio

Caminho certo ao qual ninguém receie?

*

 

Não havendo desastre que o refreie,

Prossegue, este combóio, o desafio

De enfrentar, no Inverno, neve e frio,

No Verão, todo o calor que o incendeie.

*

 

No ventre, leva gente alvoroçada,

Gente que fala e gente tão calada

Que mais parece feita de madeira.

*

 

Adeus combóio das pequenas glórias,

Adeus viagens que hoje são memórias

De quem se queda imóvel na cadeira.

*

 

 

Maria João Brito de Sousa – 06.05.2019 – 10.15 h

 

 

Nota - Soneto criado para um desafio de textos poéticos proposto pela administração do site  Horizontes da Poesia.

 

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