NOITE DE BRUXAS

NOITE DE BRUXAS
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“No escuro calado de noites sem fim”,
Despertando em mim presunções de mau fado,
Voeja assombrado um vulto que assim
Transforma o jardim num antro embruxado.
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Se o ponho de lado, mais corre pra mim...
Begónia ou jasmim? Inquiri com cuidado,
Não fosse, zangado, crescer, crescer sim,
Bem mais que o jardim no qual estava plantado...
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Não tive resposta, por mais que a esperasse.
Qual ave rapace, bruxinha não gosta
De à prova ser posta... mas, que não gostasse
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E se agigantasse! Arrisco a proposta!
Fiz a minha aposta, embora aguardasse
Reacção oposta à que mais me agradasse...
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Maria João Brito de Sousa – 19.11.2018 – 13.06h
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Soneto escrito a partir do primeiro verso do soneto “Sem Rosto Nem Olhos, Sem Mãos Nem Dedos”, da autoria de MEA. (Maria da Encarnação Alexandre)

