MERA ILUSÃO
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MERA ILUSÃO
*
Um vinco suspeito no cetim da frase,
Destrói pela base aquilo que aceito
Sobre tal defeito. Passo à nova fase;
Que nada me atrase, pois nada é perfeito
*
E eu fico sujeito a que mais me arrase
Se tão só vir gaze num modelo eleito
Tecido a preceito por mão kamikaze
Que se revoltasse de o ver tão escorreito.
*
Uma imperfeição assim, tão pequena,
Não vale uma pena da minha atenção
Sem hesitação, permaneço serena
*
Olhando essa amena, pequena infracção
Com que a má visão desconcerta e me acena;
Que espanto, ou que pena! Era mera ilusão!
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Maria João Brito de Sousa – 19.01.2019 – 12.25h
Soneto em verso hendecassilábico com rima interior encadeada
Imagem retirada daqui

