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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
29
Dez16

GLOSANDO VINICIUS DE MORAES

Maria João Brito de Sousa

coração.jpg

 

 

SONETO DO AMOR TOTAL

 

 

Amo-te tanto, meu amor... não cante 
O humano coração com mais verdade... 
Amo-te como amigo e como amante 
Numa sempre diversa realidade. 

Amo-te afim, de um calmo amor prestante 
E te amo além, presente na saudade 
Amo-te, enfim, como grande liberdade 
Dentro da eternidade e a cada instante. 

Amo-te como um bicho, simplesmente 
De um amor sem mistério e sem virtude 
Com um desejo maciço e permanente 

E de te amar assim, muito e amiúde 
É que um dia em teu corpo, de repente 
Hei-de morrer de amar mais do que pude. 

Vinicius de Moraes, in 'O Operário em Construção'

 

SONETO DO AMOR SAUDÁVEL

 

 

"Amo-te tanto meu amor... não cante"

mais alto este receio que me invade

de amor tirano que me prenda ou espante

o meu, que só se acende em liberdade...

 

"Amo-te a fim de um calmo amor prestante",

colaborante e que, em cumplicidade,

possa, ao lançar raiz, ser militante

da causa bem maior de uma amizade...

 

"Amo-te como um bicho, simplesmente",

no laço em que te abraço e não te ilude,

nem te quer prisioneiro ou dependente

 

"E de te amar assim, muito e amiúde"

decerto morrerei, mas não doente

do amor de que enfermei na juventude...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 11.09.2015 - 14.46h

 

 

2 comentários

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    Maria João Brito de Sousa 30.12.2016 08:19

    Somos nós que associamos,
    Na nossa imaginação,
    Algo de que não gostamos,
    À profunda escuridão

    Porque metaforizamos
    E é da nossa condição
    Ver a cegueira em que andamos
    Negrinha como um tição...

    Branca era a que Saramago
    Engendrou no seu Ensaio
    E sendo branca, fez estrago...

    Lá teve as suas razões
    Pr`á ver branca e, de soslaio,
    Expor-lhe as tais (con) tradições...

    Maria João

    Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre e já de saída para mais exames clínicos.
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