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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
30
Mar17

GLOSANDO VASCO DE CASTRO LIMA

Maria João Brito de Sousa

José Malhoa.jpg

 



COLHEITA



Surge o coro dos pássaros cantores

na catedral pagã da mataria.

O milho ruivo e os pomos tentadores

cobrem a terra pródiga e sadia.



É o tempo da colheita. Os segadores

remoçam, cantam, choram de alegria.

Como prêmio ao suor dos lavradores,

não vai faltar o pão de cada dia.



Garças esbeltas, de alva formosura,

passeiam pelo campo aquela alvura

que põe, no verde, branquidões bizarras.



E o coqueiro se curva, satisfeito,

porque ainda vibra, dentro do seu peito,

o zunido estridente das cigarras...



Vasco de Castro Lima



In osecularsoneto.blogspot.pt





COLHEITAS,,,





"Surge o coro dos pássaros cantores"

E eu páro de cantar, que é já cumprida

A função de aliar-me aos produtores

Das mais belas colheitas desta vida.



"O tempo é de colheita. Os segadores"

Empunham, com mão forte e decidida,

As foices e, esquecendo algumas dores,

Empenham corpo e alma na corrida.



"Garças esbeltas de alva formosura"

Vão-nos sobrevoando a grande altura,

Um mesmo sol dourado os abençoa



"E o coqueiro se curva, satisfeito,"

Completando um cenário tão perfeito

Que nos lembra uma tela de Malhoa...





Maria João Brito de Sousa - 30.03.2017 - 12.39h

 

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