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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
13
Ago16

GLOSANDO O POETA MATOS SERRA

Maria João Brito de Sousa

ninhonatural.jpg

 

QUEM ME DERA, AMOR.

Quem me dera que eu fosse a primavera,
teu campo colorido e sem entraves…
e nele um manso rio de ternas naves,
sempre alegre, e feliz, à tua espera.

 

Que eu fosse a primavera… quem me dera!...
Ter sempre manhãs limpas e suaves…
com brisas, muitas flores e cantos de aves,
projeção da minh’alma tão sincera!...

 

Se eu fosse a primavera, meu amor…
em cada dia dar-te a graça de uma flor,
como a papoila, alegre, dos trigais!...

 

No leito deste rio do meu carinho
atapetava em ‘sp’rança o teu caminho
p’ra não te ver triste nunca mais!...

 

 

Matos Serra in, Imaginadas Metamorfoses.

 

 

SE EU FOSSE A PRIMAVERA...

 

 

"Quem me dera que eu fosse a primavera"

Que amadurece até tornar-se V`rão

E toda fruto e só maturação

De espanto, de razão, de sonho e espera...

 

"Que eu fosse a primavera... quem me dera!.."

No crescendo do fruto, em suspensão,

Poder manter-me em flor sem mais razão

Do que a da floração, se assim pudera...

 

"Se eu fosse a primavera, meu amor",

Rasgando sobre a terra um mar de cor

Com estro de escultor cinzelaria

 

"No leito deste rio do meu carinho",

A cada novo dia, um terno ninho

Sobre o qual, por amor, te deitaria...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 03.07.2016 - 13.46h

 

 

 

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