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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
19
Ago16

GLOSANDO O POETA DIÓGENES PEREIRA DE ARAÚJO

Maria João Brito de Sousa

velinha.jpg



A PEQUENINA VELA

 

Ao ver a luz de tão pequena vela

que, tão pequena, vence a escuridão,

eu penso no Brasil. Com emoção.

A tão pequena vela nos revela

 

que a luz, mesmo pequena, é solução

para criar a Pátria que se anela.

Se a luz ficar debaixo de gamela

não ilumina e falha em sua missão.

 

Alguém que não progrida e viva em teima,

não se aprimora e nenhum bem produz,

nada partilha, a não ser desatino.

 

Conquanto pequenina, a vela queima

e se destrói, no entanto gera luz

e heroicamente cumpre seu destino

 

Diógenes Pereira de Araújo



LUMINOSIDADE(S)



"Ao ver a luz de tão pequena vela"

Emanando, serena, um tal clarão,

Fico retida, em plena reflexão

Sobre a razão da coisa mais singela,



"Que luz, mesmo pequena, é solução"

Pr`a tanta escuridão, quando se anela

Ir-se fazendo dela a voz que apela,

Fugindo da querela, à criação...



"Alguém que não progrida e viva em teima",

Só pensa que se queima, assim que a vê,

Pois julgando que crê, mal sabe ver...



"Conquanto pequenina, a vela queima",

Tenta, qual guloseima, e, sem porquê,

Morre sempre à mercê do que a acender...





Maria João Brito de Sousa - 11.07.2016 - 18.16h

 

 

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