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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
21
Ago17

GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE - Barquito/Jangada

Maria João Brito de Sousa

JANGADA DE SONHOS.jpg

UM BARQUITO NO TEJO



Lá ao longe nas águas cor de prata

Onde o sol se refresca ao fim do dia

E onde o Tejo convida uma fragata

Vai um barquito, só...sem companhia

 

Vai sereno na sua passeata

Deslizando em reflexos de poesia

Sob a ponte onde a água é mais pacata

Quando a tarde é já cor de fantasia

 

Parece quedo ali ao meio do rio...

Somente o balouçar lento e macio

Denota que ele vai a navegar

 

De vela içada segue o seu destino

E ao leme leva um sonho de menino

Feito de sol de brisas e de mar

 

MEA
20/08/2017



********

JANGADA DE SONHOS



“Lá ao longe, nas águas cor de prata”,

Flutua uma jangada aventureira

Humilde, porque toda se recata,

Sem âncora, sem rumo e sem fronteira.



“Vai sereno/a na sua passeata”,

Ao sabor das marés voga ligeira;

Só nas cristas das ondas se retrata

E só no azul do céu se espelha inteira.



“Parece quedo/a, ali, ao meio do rio”,

Onde não passa mais nenhum navio;

O mar que a espera é seu, de mais ninguém!



“De vela içada segue o seu destino”

Deixando atrás de si o rasto fino

Do sonho com que ousou deixar Belém.





Maria João Brito de Sousa – 21.08.2017 – 10.44h

 

 

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