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poetaporkedeusker

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UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
03
Jul16

GLOSANDO JOAQUIM PESSOA

Maria João Brito de Sousa

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QUE AMOR É ESTE AMOR?

*

Amar-te, só amar-te, e construir
amor e mais amor no amor já feito,
amor quase infinito, amor perfeito,
amor em flor, florindo o que há-de vir.



E ao amar-te assim, quero sentir
que o meu amor por ti não está no peito:
percorre toda a pele, a carne, o leito,
regressa à boca a tempo de sorrir.



Que amor é este amor, esta vontade
de nunca te perder e de escrever-te
sabendo que és a própria liberdade?



E em cada dia que não posso ver-te
não tenho vida, tempo, nem idade,
não tenho nada que não seja ter-te.

*

(Inédito)

 

Joaquim Pessoa

 

(A)PRENDER-TE...

 

"Amar-te, só amar-te, e construir"

A cada dia, amor, mais vida ainda,

É tudo quanto sei, que a vida é linda,

Mas só enquanto, viva, eu a fruir

 

"E ao amar-te assim quero sentir",

Ó vida, quanto amor a ti me cinda

Na esp`rança duma vida que não finda

Enquanto o mesmo amor em mim florir...

 

"Que amor é este amor, esta vontade"

De manter-te a pulsar, de não perder-te,

Mesmo quando essa esp`rança se me evade?

 

"E em cada dia que não posso ver-te",

Mais desta vida perco em quantidade,

Mas menos morro, à força de (a)prender-te...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 29.06.2016 - 21.37h

 

 

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